Arquivo da categoria: Curitiba

Dica Curitiba: Chokolat

DSC_0049

Parece que está virando rotina, mas lá fui eu conhecer mais um lugar que estavam me indicando por todos os lados! Primeiro foi o próprio Barista do post anterior que falou que eu tinha que ir lá conhecer, depois foram vários check-ins, fotos e comentários no Facebook. Então minhas lombrigas amantes de delícia falaram mais alto e quando eu vi, já estava lá!

Cheguei na Chokolat e fui recebida por um exército de bomboms e trufas logo na entrada. Já percebi que era o meu tipo de lugar!

chokola3 chokola2

A decoração é toda uma graça, com aquele tipo de geladeira mega antiga que é o sonho de consumo da minha casa imaginária! Sem falar na luminária de talheres, que é uma ideia genial!

chokola1chokola4

Tá, tudo lindo, lindo, lindo, mas eu estava lá pra comer! Então achei um cantinho do lado da janela pra cozinha, que aliás é uma daquelas coisas que eu adoro, e me abanquei!

chokola6

Já sentadinha, veio a pergunta que pra mim muda toda a visão de um lugar: “Você aceita um copo d’água?”. Isso mesmo, água, cortesia. Ai, que coisa linda! Por mais que isso lá fora seja a coisa mais comum de todas, aqui no Brasil água é engarrafada e… paga. Fazer esse mimo já começou a me ganhar!

chokola7

Tá vendo o café com complexo de Guinness do lado? Consultoria do Leo Moço e delicioso!

Bom, mas até aí não tinha comido nada! Resolvi pegar o que tinham tanto me falado de lá e, com muita dor no coração, passei por várias opções deliciosas e peguei o croissant! Olha, eu faço o melhor croissant do mundo (fonte: minha avó) mas vou dizer que esse é muito bom! Quentinho, amanteigado por dentro e crocante por fora! Vem com um potinho de manteiga, mas nem precisa! Mas quem estamos tentando enganar, já falei várias vezes que manteiga nunca é demais e passei por cima!

chokola8

Mesmo depois dessa maravilha, não ia sair de lá sem um doce! Não consegui escolher um só chocolate, então peguei o menu degustação. Não me julguem.

chokola9

Amarena Cherry, Pistache, Chai e Morango com Grand Marnier! Todos uma delícia, mas quem já me viu falando over and over again que chocolate branco não é chocolate, vai me ver mordendo a língua porque com certeza foram os meus preferidos. Acho que o gosto do Chai podia ser um pouco mais forte!

Mais algumas coisas legais: o lugar é super laptop friendly, dá pra sentar e tomar seu café da tarde enquanto trabalha numa boa! E não só isso, eles também são pet friendly, ou seja, você pode levar seu cachorrinho com você! Viva dogs nos cafés!

Se for lá, me conta o que achou? E tem alguma dica de Curitiba? Deixa aí que eu vou conferir! =D

 

Anúncios

7 Comentários

Arquivado em Curitiba, dicas, doce vida

Dica Curitiba: O Barista

barista3

Tudo começou com meu irmão. Pela vigésima vez na mesma semana ele estava falando que a gente devia muito ir conhecer um novo café. Então foram meus pais. Convencidos pelo meu irmão foram conhecer o tal do café. Acabaram indo duas vezes em dois dias. Depois disso foi um amigo meu no Facebook. Ele colocou uma foto do melhor café que ele já tinha tomado. No mesmo lugar tão falado. Eu já estava praticamente convencida, quando o Curitiba Honesta, no mesmo dia, colocou uma dica de lá.

Era destino. Eu tinha que ir. Levantei na mesma hora e fui!

O lugar é mini, com uma plaquinha mini pra avisar que é ali mesmo o que você procura.

barista5
Dentro, só duas mesas e para sentar uma variedade de banquetas, cadeiras feitas de papelão e tocos de árvore. Tudo isso em volta de um rolo de fio elétrico que se passa por mesa!

barista10

Também ganhando segunda vida, o pallet virou o cardápio do lugar!

barista1

E sim, esses são os preços. Seriam legais e honestos mesmo se o que você estivesse prestes a beber fosse apenas um café comum, mas não é. Isso porque quem está atrás do balcão é o Leo Moço, que é simplesmente o campeão brasileiro do campeonato de baristas de 2013.  Assim, apenas.

barista7 barista8

O troféu tá lá, junto com vários outros impressionantes! Vendo tudo isso, era a hora de ver se era tudo isso mesmo que falavam. E sabe o tal do don’t believe the hype? Gente, acreditem nesse hype! Era mil vezes melhor do que eu estava esperando! Logo, logo meu celular estava cheio de fotos assim:

IMG_0511 IMG_0586 IMG_0587

Realmente não só um dos melhores cafés que eu já tomei no Brasil, mas como na minha vida inteira! É cremoso de um jeito indescritível e tão bom que qualquer açúcar colocado ali é desperdício! E olha que isso é vindo de uma doceira! Já tomei quase o cardápio inteiro!

Agora, falando como doceira, não vão esperando tomar seu café com uma torta ou doce qualquer! O foco é o café, ele é diva e brilha sozinho! Mas se você faz muita questão do seu docinho acompanhando, sempre tem um bolo a disposição, do tipo caseiro mesmo, muitas vezes feitos pela sogra do Moço!

barista11

Mais algumas coisas legais que valem ser mencionadas: O Leo tá treinando pro Mundial dos Baristas, mas se for pelo povo curitibano, já ganhou! Lá tem uma máquina super antiga, que é onde ele faz o café maravilha que você vai beber, que foi revitalizada por um amigo! Ele também tem a única Clover do Brasil, que é uma máquina que faz o café de um jeito super diferente e especial, mas obviamente eu esqueci qual seria! Mas se você for lá, o Moço te conta tudo!

Esse, aliás, é outro ponto positivo do lugar. Não tem poltronas ou wi-fi, mas dá pra gastar um bom tempo batendo papo com o Barista!

O endereço é Rua Moysés Marcondes, 357, Juvevê e abre 10h/20h. Não aceitam cartão, então leve seu rico dinheirinho!

Se for lá, me conta o que achou? E tem alguma dica de Curitiba? Deixa aí que eu vou conferir! =D

 

1 comentário

Arquivado em comendo por aí, Curitiba, dicas, doce vida

Feira Alto Juvevê

altoju1Esse final de semana, teve aqui em Curitiba a feira do Alto Juvevê Gastronomia! Como é muito perto da minha casa, acabei indo nos dois dias! Vou começar contando pelo domingo, só porque gosto de fazer as coisas assim, ao contrário. Não me julgue!

Já tínhamos pego a dica no sábado, de ir antes das 13h, então lá estava minha família ao meio dia e meia na praça! Quase nada de fila, algumas mesinhas ainda disponíveis, perfeito! Nos aproveitando de ter quase acesso livre às barraquinhas, no jogamos direto no almoço! E foi mais ou menos assim:

almoçoComo eu ainda estou viva, vocês podem ter certeza que eu não comi tudo isso da foto! Tá, eu comi a maioria, mas não tudo, juro!  Os meus escolhidos foram o Nhoque com ragú de carne assada do Empório Rosmarino e o Hot Dog Americano do Sr. Garibaldi. O hot dog já é meu velho conhecido das outras feiras, e tava uma delícia como sempre! Não sei quem teve a ideia de rechear uma vina com queijo, mas uma salva de palmas pra você! E o nhoque estava simplesmente delícia! As outras escolhas da mesa também estava bem gostosas!

Daí era hora, aquela hora! Da sobremesa! Vou falar que o que não faltavam eram opções!

docesAgora que entram meus problemas de decisão. Todas essas alternativas e vocês esperam que eu escolha só uma?! No way. Peguei duas e mandamos ver!

sobre

O da esquerda é um bolinho trufado com calda de caramelo, da Cuore di Cacao, e o outro é um brownie com calda quente e farofa de Negresco por cima, da Brownieria Fantástica! Maravilha! Eu cometi o erro de trazer mais colheres pra mesa e quase que não consigo comer nada! Vou falar, tem horas que ser educada não ajuda muito… Mas no final domingo foi muito maravilha!

Já sábado… Fui só eu e minha mãe, depois de um almoço tardio, comer nossa tão merecida sobremesa! Meu pai tinha almoçado lá e quando liguei ele falou que uma das sobremesas era crepe de Nutella. Eu disse crepe. de. Nutella. Em tempo recorde eu estava lá, com as lombrigas salivando.

crepe

Devo dizer que foi a única coisa que eu comi e não curti. Eles já tinha os crepes prontos e recheados, e quando você pedia eles jogavam numa chapa pra “dar uma esquentadinha”. Resultado: crepe duro, queimado por fora e frio por dentro. Minha lombrigas amantes de Nutella choraram. Mas fica a dica pra próxima né, crepes são rapidinhos de fazer!

Arrependimentos:

Meus arrependimentos foram vários, afinal dá vontade de experimentar TUDO, mas não tem barriga que aguente! Mas no topo da lista ficaram o hamburguer da Musik Hamburgueria, que tinha uma fila ENORME e os drinks do Blind Eye Tiger, que estavam com cara ótima, mas deixei passar!

Dicas:

Chegue cedo ou vá mais tarde. A hora do almoço tem fila pra tudo e se você tiver com muita fome vai se irritar! Outra coisa são as mesinhas, não tem lugar pra todo mundo. Eu vi uma menina que levou sua canga e achei a melhor ideia de todas! Não se estressa, senta onde quiser e o melhor: não vai comer de pé!

E você, foi? Gostou? Comenta ai e conta qual foi seu preferido!
 

5 Comentários

Arquivado em comendo por aí, Curitiba, doce vida

pudim de chocolate ao quadrado

Pra variar hoje está um dia horrível em Curitiba. Frio e chuva. Numa segunda-feira. Ainda por cima já é Novembro de meu corpo acha que eu já devia estar usando sandálias, e não a bota que nesse momento cobre meu pé. Mas a gente trabalha com o que tem e é o que tem pra hoje.

Mas e se tivermos um Pudim de Chocolate por perto? As coisas melhoram, né? E se for um pudim duplo de chocolate? Agora tem quase sol lá fora, né?

Vamos lá! Ingredientes!

DSC_0387

130g açúcar

40g de cacau em pó

30g maizena

600ml leite integral

4 gemas

20g manteiga sem sal

150g de chocolate meio amargo

1 colher de chá de extrato de baunilha

1 pitada de sal.

Esse é o tipo de receita que você tem que começar se preparando. Não adianta colocar tudo no fogo e depois pensar que não tem onde colocar. Então vamos pensar no mise en place, ou em bom português, tudo no seu lugar! Começa se preparando com uma tigela cheia de gelo, uma tigela por cima, e por cima disso ainda coloque uma peneira. Quase um totem, mas tá valendo.

DSC_0396

Lindo. Agora vamos pra receita em si! Nossa missão nessa receita é conseguir o pudim mais lisinho possível! Então comece dissolvendo bem a maizena no leite.

DSC_0390

Dissolve bem, senão vai ficar com gruminho e você não vai curtir. To te cuidando. Vem comigo que é só sucesso.

Então junte com o açúcar, cacau e sal numa panela. Misture as gemas e coloque no fogo. Agora se prepare. Você vai mexer isso, e muito. Pegue um fuet e boa sorte. Tem ido pra academia recentemente? Porque vai precisar do muque! Deixe em fogo médio, sem parar de mexer, até sair a primeira bolha. Não pare de mexer, abaixe o fogo e deixe mais um minuto. Já falei que não pode parar de mexer? Depois desse minuto, rapidamente misture a manteiga e o chocolate. Já mencionei que é melhor ficar mexendo?

DSC_0402

Assim que tiver incorporado tudo, passe pela peneira, pra garantir que nenhum pedacinho, gruminho ou qualquer outro inho tenha ficado pra atrapalhar a sua textura! Coloque naquela ‘tigela-de-impressionar-visitas’ e pronto! Agora você pode ficar admirando a beleza que você acaba de criar.

Sério, olha isso:

DSC_0406

Vou até por outro ângulo, assim garanto que a segunda feira melhora.

DSC_0408

Sério, olha o quanto brilha. Será o sol lá fora ou só aqui dentro?

DSC_0374

Acho que não importa, tudo que importa é essa maravilha prestes a ser comida.

Melhorou sua segunda, né?

2 Comentários

por | 4 de novembro de 2013 · 14:55

dominando o francês

A culinária francesa é uma maravilha, né? Comidas feitas com técnica e atenção, ingredientes escolhidos a dedo e um nome complicado para acompanhar! Mas tudo isso pode acabar sendo intimidante na hora que a gente quer reproduzir em casa. Todo mundo conhece aquela sensação de olhar aquela maravilha em forma de comida na sua frente, mesmo que seja na tela do computador, e se perguntar – Como é que eu vou fazer um ‘blé blé blé du mon amour’ se eu não consigo nem pronunciar o nome?!

Mas não se preocupe! Hoje vamos ver como muitas vezes é muito mais fácil do que parece, e que quem sabe, falando com biquinho a gente engane no portucês ( sim, eu inventei essa palavra. É amigo do portunhol.) Vamos começar com a Tarte Tatin! Um verdadeiro clássico do mundo da pâtisserie francesa, reconhecida pelas suas maçãs douradas pelo caramelo, sempre arrumadas maravilhosamente. Primeiro segredo, se ela tivesse surgido no Brasil, se chamaria de torta de maçã invertida. Vamos combinar que Tarte Tatin tem muito mais charme, né?

Ingredientes:

Massa – Pâte Sucrée

180 g de farinha de trigo

1 gema

2 colheres de sopa de açúcar

200 g de manteiga sem sal, gelada e cortada em pedacinhos

2 colheres de sopa de água gelada

Bata a farinha e a manteiga gelada na batedeira até a manteiga estar em pedaços menores que uma ervilha. Pode demorar um pouco, mas paciência! E é importante que a manteiga esteja gelada, vc não quer que eles incorporem, só que a farinha cubra me todos os pedacinhos de manteiga! Quando achar que já chegou ao tamanho de ervilhas, coloque todos os líquidos e açúcar e bata até que tudo seja bem incorporado. Faça um disco com a massa, cubra com filme plástico e deixe na geladeira por pelo menos 2 horas. Ou faça a massa no dia antes.

Mas vamos falar a verdade, quem se programa com tanta antecedência assim? Se você, como eu que quando decide que quer fazer alguma, tem que ser na mesma hora, já tiver acordado da sonequinha que teve que tirar pra esperar a massa descansar, é hora de partir pras maçãs!

Ingredientes:

8 maçãs

200g açúcar

100g manteiga em temperatura ambiente, em cubos

1 colher de chá de suco de limão

Água

Comece descascando, cortando ao meio e tirando as sementes. Fatie todas as metades, mas deixe elas “montadas”! Assim:

Isso vai ser importante mais tarde. Mas indo em frente… Pegue sua forma, que precisa ser uma forma de torta. Nada de fundos que saem ou formas de vidro! Coloque nela o açúcar, o suco de limão e água o suficiente para “molhar” tudo. Coloque diretamente em cima da chama do fogão. Sim. Isso mesmo. Mas pegue uma toalha, please. Metal conduz calor, juro.

Resista à tentação de misturar muito e espere. De tempos em tempo se uma sacudidela na forma, e aguarde que vale a pena… Você está esperando por uma linda cor âmbar, ou um pouco mais escuro. Eu gosto do meu caramelo mais pro escuro, dá um sabor mais rico, mais denso. Quando chegar lá, desligue o fogo, jogue a manteiga e misture até tudo incorporado.

Agora é hora de acrescentar as macãs! Coloque elas com a parte reta para cima. Sim, parece estranho mas no final tudo fará sentido. Tenha fé. Lembre de quem elas ainda tem que estar montadinhas e de preferência metades inteiras. Claro que para preencher a forma inteira pode ser que você tenha que separar algumas, mas vale!

Cubra com alumínio e coloque em forno médio. “Mas Marina, você esqueceu da massa!”. Não, pequeno padawan. Tenha paciência.

O tempo de forno é um pouco subjetivo, porque depende da maçã, do forno, da economia… Tá, pode ser que a economia não tenha nada a ver com o assunto! Mas do mesmo jeito é sempre bom ficar do olho. Nas suas maçãs também. Então de tempos e tempos de uma checada com um garfo. Você quer que elas estejam quase moles, mas ainda não completamente. Quando chegar lá, abra sua massa bem fina, corte um círculo do tamanho da forma e coloque por cima das maçãs. Ta-dá! De volta pro forno. Como as maçãs estavam quase lá, é só prestar atenção na massa! Quando ela estiver dourada, é chegada a hora! Tire do forno, e vire num prato. Faça isso logo depois que tirar do forno, para que o caramelo não tenha tempo se solidificar na forma e não na suas lindas maçãs! E lá está ela:

Clássica, deliciosa e fácil de fazer. Oui, mon amour! 


Ah, e seguindo o tema do francês, ontem fiz o primeiro ovo pochet da minha vida! Pode não ser doce, mas gostei tanto que talvez até ensine por aqui!

10 Comentários

Arquivado em aventuras culinárias, Curitiba, doce vida, NYC, receita

a menina que gritava ‘voltei’!

Lembra daquela história do menino que gritava lobo? Chega um ponto que ninguém acredita mais nele e, em boa forma “conto-de-fadística”, é claro que naquele momento ele encontra um lobo de verdade. Então ele grita “LOBO! LOBO! Loobgjjuh….”, se é que vocês me entendem.

Bom, estou sentindo que já falei “voltei” tantas vezes nesse blog que é capaz de ninguém acreditar quando eu começar a gritar “BOLO! BOLO! BOLO!”! Tá, mentira. Na hora que envolve bolo acho que todo mundo resolve dar o benefício da dúvida…

Mas tá na hora de gritar de novo: VOLTEI! De New York, depois de ter passado o ano mais incrível da minha vida. E mais uma vez, VOLTEI: pro blog! Sério, juro. Desde que cheguei minha família vem colocando meu curso à prova, realizando todos os sonhos gastronômicos que eles possam ter!

Então vem acontecendo coisas por aqui como uma tal torta de chocolate sem farinha que chegou a ser feita três vezes na mesma semana.

Uma sessão francesa, com uma tarte tatin clássica e croissants, que foram cronometrados perfeitamente pra ficarem prontos na hora da chegada da família em casa.

O começo de um estudo de como fazer um simples Cinnamon Roll se transformar numa coisa totalmente diferente!

Muitos desses vão aparecer aqui de novo em breve, mas daí com a receita e como fazer! Sou assim boazinha. Tá, nem tanto. Tem uma dessas receitas entrando para o Hall das Receitas secretas, fazendo companhia para o brownie.

Mas enquanto isso vai a pergunta que faço pra minha família toda semana: o que vocês querem que eu faça?

Você tem algum pedido? Sempre quis fazer “X” e nunca soube como? Deixa que eu “Xiso” pra você e te ensino! Adoro sugestões!

Agora, não pense que é tudo que eu faço é ficar na cozinha. Dá pra fazer um bom tanto disso também:

Ahh, é bom estar em casa!

10 Comentários

Arquivado em aulas na cozinha, aventuras culinárias, Curitiba, doce vida, ICE, NYC

Monkey Bread, combatendo o frio!

Como já falei algumas vezes, moro em Curitiba. E se tem uma coisa que essa cidade sabe ser é fria. E cinzenta. E chuvosa. E é exatamente isso que ela vem sendo nos últimos dias. Aquele tempinho que faz você não querer sair de baixo das cobertas por nada, a não ser, quem sabe, uma comida bem quentinha! Então esses dias, lutei com a preguiça, e fui testar uma receita que queria faz tempo.

O Monkey Bread veio aparecendo em muitos dos blogs de culinária que eu sigo, e chegou um momento que eu não pude mais resistir! Tem receitas de todos os jeitos, doce, salgada, com temperos diferentes e até massas prontas. Como essa última não estava a minha disposição, resolvi fazer do jeito old school e fazer a massa mesmo. A receita veio lá da Smitten Kitchen, que eu adoro.

Monkey Bread

Para a massa:

4 colheres de sopa de manteiga derretida

1 xícara de leite morno

1/3 xícara água morna

1/4 xícara açúcar

2 1/4 colheres de chá de fermento Fleischmann

3 1/4 xícaras farinha de trigo

2 colheres de chá de sal

Comece esquentando o leite, para colocar o fermento. Eu sempre achei super difícil de mexer com esse fermento, porque nunca acerto a temperatura que ele “gosta” mais. Mas dessa vez deu super certo, e isso porque descobri que a temperatura perfeita é em torno de 34 graus Celsius! É só chegar nessa temperatura e ta-dá! Fermento feliz! Se você não tem termomêtro, é uma temperatura “quentinha”, que você consegue colocar na mão e sentir ela morninha.

A continuação vai depender se você tem ou não uma batedeira com gancho para massas pesadas. Eu ainda não tinha usado meu gancho desde que ganhei a minha batedeira planetária dos meus avós, então estava animada pra testar! Se você não tiver uma, não se preocupe! Vai no muque mesmo!

Na batedeira, coloque os ingredientes secos. O resto, junte numa jarrinha. Ligue em velocidade baixa e vá colocando os líquidos aos poucos. Quando tudo for incorporado, aumente para velocidade média e deixe alguns minutos até a massa estar bem incorporada, mas ainda um pouco melequenta.

Agora, se você não tem a tal da batedeira! Junte os secos numa tigela grande, e faça um buraco no meio. Jogue os líquidos no buraco, mexendo com uma colher de pau até que tudo seja incorporado e esteja difícil de mexer com a colher.

A massa, nesses dois momentos, deve ser virada numa superfície com farinha e então sovar até que ela fique bem brilhante e elástica. Se você estiver fazendo na mão, vai demorar mais um pouco. Mais você chega lá!

Deixa a massa em formato de bola e coloque num bowl untado. É hora de deixar a massa crescer! Para isso, assim como o fermento, ela precisa de um calorzinho. Se você mora na Bahia e afins, é só cobrir com um pano de prato e esperar a maravilha do clima fazer o seu trabalho. Agora, se você mora aqui na terrinha chuvosa, ou algo do gênero, vai ter que improvisar! Enquanto estiver fazendo a massa, deixe o forno ligado na temperatura baixa. Quando ela ficar pronta, coloque no bowl, cubra com o pano de prato e desligue a chama, e coloque no forno!

Agora isso vai demorar no mínimo uma hora. A massa precisa dobrar de tamanho. Você pode tirar uma soneca. Ler um livro. Tomar um banho. Aprender a dançar lambada. Ou valsa, caso goste mais. Eu fui buscar remédio pra minha cachorrinha no veterinário. É… Super emocionante.

Se você tiver tempo de sobra, soque a massa e coloque de volta no forno pra crescer mais uma vez. Se você não tiver tempo (ou paciência) assim está ótimo! Coloque a massa numa superfície com farinha e abra ela até ficar retinha. Nem se dê o trabalho de pegar o rolo de macarrão, ela abre fácil. Corte ela em quadradinhos pequenos, aproximadamente 64. Ou assim diz a maioria das receitas. Eu cortei em menores. Sou assim, rebelde.

Uma dica: Separe imediatamente os quadradinhos! A massa não parou de crescer e se você não fizer isso logo, logo vai ter uma massa inteira novamente. Pegue cada pedaço e enrole numa bolinha.

Agora para a cobertura da massa, você vai precisar de 100gs de manteiga derretida e de 300g de açúcar mascavo com um pouco de canela. Aí vai depender do quanto você gosta de canela! Siga seu coraçãozinho. Pegue cada bolinha, passe na manteiga derretida e então no açúcar.

Faça isso e vá colocando os já enrolados numa forma de pudim bem untada com manteiga. Sim, mais manteiga. Não se preocupe em cobrir buracos, e sim de colocar a quantidade igual em todos os lados.

Depois disso, coloque de volta no forno quentinho. (Ou na janela, se você morar no Ceará.) Agora mais uma horinha. Sim, vá fazer o que quiser. Ver uma série. Mais uma sonequinha. Compras. Eu fui correr. Sim, novamente, emocionante. Mas então você volta e a emoção realmente acontece! Nessa uma hora que você deixou a massa, olha só o que ela fez!

Ai, que lindo! Viu porque não precisa se preocupar com os buraquinhos?  A própria massa faz isso! Bom, agora é a hora de pré aquecer o forno de verdade, em forno médio baixo. Quando quente, coloque a forma no forno e deixe uns 35 minutos. E quando sai… my, oh my!

Olha só isso! O açúcar carameliza por fora e cria uma casquinha que uau! Fica demais! E agora uma explicação do nome! O jeito que você come, acaba lembrando macaquinhos comendo, sendo que acredite, você não vai conseguir ir longe o suficiente para pegar um prato!

Um lanche perfeito pra uma tarde fria! Se você tem uma receita que gosta pra essa época do ano, por que não deixa uma sugestão que eu tento por aqui?

12 Comentários

Arquivado em aventuras culinárias, Curitiba, passo a passo, receita