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Monkey Bread, combatendo o frio!

Como já falei algumas vezes, moro em Curitiba. E se tem uma coisa que essa cidade sabe ser é fria. E cinzenta. E chuvosa. E é exatamente isso que ela vem sendo nos últimos dias. Aquele tempinho que faz você não querer sair de baixo das cobertas por nada, a não ser, quem sabe, uma comida bem quentinha! Então esses dias, lutei com a preguiça, e fui testar uma receita que queria faz tempo.

O Monkey Bread veio aparecendo em muitos dos blogs de culinária que eu sigo, e chegou um momento que eu não pude mais resistir! Tem receitas de todos os jeitos, doce, salgada, com temperos diferentes e até massas prontas. Como essa última não estava a minha disposição, resolvi fazer do jeito old school e fazer a massa mesmo. A receita veio lá da Smitten Kitchen, que eu adoro.

Monkey Bread

Para a massa:

4 colheres de sopa de manteiga derretida

1 xícara de leite morno

1/3 xícara água morna

1/4 xícara açúcar

2 1/4 colheres de chá de fermento Fleischmann

3 1/4 xícaras farinha de trigo

2 colheres de chá de sal

Comece esquentando o leite, para colocar o fermento. Eu sempre achei super difícil de mexer com esse fermento, porque nunca acerto a temperatura que ele “gosta” mais. Mas dessa vez deu super certo, e isso porque descobri que a temperatura perfeita é em torno de 34 graus Celsius! É só chegar nessa temperatura e ta-dá! Fermento feliz! Se você não tem termomêtro, é uma temperatura “quentinha”, que você consegue colocar na mão e sentir ela morninha.

A continuação vai depender se você tem ou não uma batedeira com gancho para massas pesadas. Eu ainda não tinha usado meu gancho desde que ganhei a minha batedeira planetária dos meus avós, então estava animada pra testar! Se você não tiver uma, não se preocupe! Vai no muque mesmo!

Na batedeira, coloque os ingredientes secos. O resto, junte numa jarrinha. Ligue em velocidade baixa e vá colocando os líquidos aos poucos. Quando tudo for incorporado, aumente para velocidade média e deixe alguns minutos até a massa estar bem incorporada, mas ainda um pouco melequenta.

Agora, se você não tem a tal da batedeira! Junte os secos numa tigela grande, e faça um buraco no meio. Jogue os líquidos no buraco, mexendo com uma colher de pau até que tudo seja incorporado e esteja difícil de mexer com a colher.

A massa, nesses dois momentos, deve ser virada numa superfície com farinha e então sovar até que ela fique bem brilhante e elástica. Se você estiver fazendo na mão, vai demorar mais um pouco. Mais você chega lá!

Deixa a massa em formato de bola e coloque num bowl untado. É hora de deixar a massa crescer! Para isso, assim como o fermento, ela precisa de um calorzinho. Se você mora na Bahia e afins, é só cobrir com um pano de prato e esperar a maravilha do clima fazer o seu trabalho. Agora, se você mora aqui na terrinha chuvosa, ou algo do gênero, vai ter que improvisar! Enquanto estiver fazendo a massa, deixe o forno ligado na temperatura baixa. Quando ela ficar pronta, coloque no bowl, cubra com o pano de prato e desligue a chama, e coloque no forno!

Agora isso vai demorar no mínimo uma hora. A massa precisa dobrar de tamanho. Você pode tirar uma soneca. Ler um livro. Tomar um banho. Aprender a dançar lambada. Ou valsa, caso goste mais. Eu fui buscar remédio pra minha cachorrinha no veterinário. É… Super emocionante.

Se você tiver tempo de sobra, soque a massa e coloque de volta no forno pra crescer mais uma vez. Se você não tiver tempo (ou paciência) assim está ótimo! Coloque a massa numa superfície com farinha e abra ela até ficar retinha. Nem se dê o trabalho de pegar o rolo de macarrão, ela abre fácil. Corte ela em quadradinhos pequenos, aproximadamente 64. Ou assim diz a maioria das receitas. Eu cortei em menores. Sou assim, rebelde.

Uma dica: Separe imediatamente os quadradinhos! A massa não parou de crescer e se você não fizer isso logo, logo vai ter uma massa inteira novamente. Pegue cada pedaço e enrole numa bolinha.

Agora para a cobertura da massa, você vai precisar de 100gs de manteiga derretida e de 300g de açúcar mascavo com um pouco de canela. Aí vai depender do quanto você gosta de canela! Siga seu coraçãozinho. Pegue cada bolinha, passe na manteiga derretida e então no açúcar.

Faça isso e vá colocando os já enrolados numa forma de pudim bem untada com manteiga. Sim, mais manteiga. Não se preocupe em cobrir buracos, e sim de colocar a quantidade igual em todos os lados.

Depois disso, coloque de volta no forno quentinho. (Ou na janela, se você morar no Ceará.) Agora mais uma horinha. Sim, vá fazer o que quiser. Ver uma série. Mais uma sonequinha. Compras. Eu fui correr. Sim, novamente, emocionante. Mas então você volta e a emoção realmente acontece! Nessa uma hora que você deixou a massa, olha só o que ela fez!

Ai, que lindo! Viu porque não precisa se preocupar com os buraquinhos?  A própria massa faz isso! Bom, agora é a hora de pré aquecer o forno de verdade, em forno médio baixo. Quando quente, coloque a forma no forno e deixe uns 35 minutos. E quando sai… my, oh my!

Olha só isso! O açúcar carameliza por fora e cria uma casquinha que uau! Fica demais! E agora uma explicação do nome! O jeito que você come, acaba lembrando macaquinhos comendo, sendo que acredite, você não vai conseguir ir longe o suficiente para pegar um prato!

Um lanche perfeito pra uma tarde fria! Se você tem uma receita que gosta pra essa época do ano, por que não deixa uma sugestão que eu tento por aqui?

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The Cake – O Senhor Bolo

Quem lê meu blog faz algum tempo, sabe que eu sou uma apaixonada por Nutella. Já mostrei o paraíso na terra, também chamado de Nutelleria, e sempre incentivo colocar Nutella em todas as receitas! Mas que tal uma receita inspirada, guiada e banhada por essa maravilha do chocolate? Foi o que fiz essa semana, e o resultado… Ah! O resultado! Vamos simplesmente chamá-lo de The Cake, ou em versão aportuguesada, O Senhor Bolo!

Começamos, é claro, pelo bolo! Eu queria um que não fosse tão doce, pra acompanhar a Nutella, mas que fosse bem rico e denso. Fui à caça de uma receita, ou seja, comecei a entrar em blogs. Infelizmente nada era exatamente o que eu queria, então resolvi criar! Vamos lá!

Bolo de Chocolate

350g farinha de trigo peneirada

5 colheres de sopa de cacau em pó

3 colheres de chá de fermento

200g de açúcar de confeiteiro

100g de açúcar refinado

4 ovos

300ml óleo de canola

300ml de leite desnatado

Comece peneirando tudo que for seco. Farinha, açúcares… Se você estiver se perguntando por que dois tipos diferentes, não tenho uma explicação muito boa. Queria usar só o de confeiteiro, mas só tinha 200g… Então, quem não tem cão (tem preguiça de sair pra comprar), caça com gato (e usa o que tem em casa!). Junte também o fermento e o cacau em pó. Gente, sério. Eu disse cacau em pó. Nada de Nescau e seus parceiros por aqui, tá? Trust me. Em outro recipiente, junte o leite e o óleo.

Junte os secos com os ovos e bata bem. Depois, vá acrescentando aos poucos o leite e o óleo. Bata só até incorporar tudo. Divida a massa em duas formas de 23 cm. Formas untadas, tá? Eu usei minha linda Pam de manteiga!

Então, forno médio por 25-35 minutos, até ele estar bem firme. Vão sair dois lindos bolos assim:

Agora um exercício para sua paciência: antes do próximo passo, espere esfriar completamente. Sim, totalmente. Eu sei, eu sei… Ali está o bolo, lindo e cheiroso. Mas espere, ele ainda não está no ponto!  Enquanto isso vá fazer o crocante de nozes!

Nozes Crocantes

100g de nozes picadas

3 colheres de açúcar

1/4 colher de sopa de manteiga

Pra saber como fazer, passe nesse post em que eu já ensinei!

Depois disso, abra uma potinho de Nutella e mande 3/4 com as nozes.

À esta altura, o bolo já esfriou! Estão começamos acertando ele, ou seja, cortando a “barriga” fora, uma lipo imediata.

Eles já acertados, coloque o primeiro no prato, coloque a Nutella com o crocante em cima. Espalhe, mas não chegue muito perto das bordas, senão quando você colocar a parte de cima, ele vai “babar” para os lados.

Hum, assim ele já seria bom! Mas ainda não tem Nutella o suficiente pra mim! Então que tal um Ganache de Nutella?

Ganache de Nutella

500g de Nutella

250g de creme de leite (do tipo “gordo”, por favor)

Sim, parece bastante, e é mesmo. Mas eu avisei que teria muita Nutella. No dia em que eu fiz, Curitiba estava, pra variar, muito fria. Então, para facilitar a minha vida, tive que colocar as Nutellas num banho maria. Confesso que gosto de pensar que elas aproveitam isso, como se estivessem numa mini-jacuzzi.

Ela parece feliz, né? Nutella feliz = bolo bom, já dizia o velho ditado. O que? Ninguém nunca falou isso? Bom, começaremos agora!

Bata a Nutella e o creme de leite até bem incorporado. Nessa hora é importante usar o creme de leite gordo, porque se você usar aqueles de caixinha, que já tem tão pouca gordura que parecem leite, é capaz de não conseguir a consistência ideal. E olha que linda a consistência ideal é:

Yum! Chegou a hora de cobrir o bolo com essa delícia! Comece colocando um pouco mais da metade em cima. E agora você tem uma decisão para tomar. Você pode escolher cobrir esse bolo de maneira uniforme e retilínea, ou de maneira bagunçada e rústica. Acho que não preciso nem dizer qual eu escolhi, né? Mas se você gosta de coisas perfeitamente alinhadas, fique a vontade!

Comecei pelos lados, e por fim cobri o topo! As camadas foram bem generosas! Se você não quiser tanta cobertura pode fazer meia receita, creio que seria suficiente. É claro que você também pode fazer a receita inteira e comer o que sobrar de colherada. Ninguém vai ver, vai fundo!

E é isso, olha só que belezura!

Lindo, né? Mas deixando ele um pouco de lado, que tal a boleira? Então, eu que fiz! Sim, eu fiz! E você também pode fazer em casa! Fiz um post convidado lá no ArteAmiga, ensinado como se faz! Vai lá ver! E agora, vamos dar uma olhada por dentro desse paraíso dos chocólatras!

Oh, boy! O bolo fica úmido e rico, enquanto o resto, bom, vocês lembram que tem Nutella!? Fica demais! É realmente um Senhor Bolo! Eu recomendo muito para todos os amantes dessa maravilha!

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O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo – Será?

Há algum tempo atrás, abriu uma loja aqui em Curitiba chamada O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo.

Oi? Sério? Não preciso nem falar que cheguei lá mais rápido do que minha mãe em liquidação de sapatos!

Mas mesmo chegando lá na velocidade da luz, fui com um pé atrás. O melhor bolo de chocolate do mundo? Bom, você experimentou a nega maluca da minha mãe antes de afirmar isso? Não? Então como você sabe? Mas resolvi dar uma chance e fui!

Cheguei lá, é uma lojinha bem pequenininha, mas não precisa mais que isso! Fui perguntar como era, e me explicaram que tinha três tipos de bolo: Ao Leite, Meio Amargo e Dietético. E só. Sim. Só. Tá bom, tem uns três tipos de sanduíche, mas é só isso mesmo. Bom, se só tem isso tem que ser muito bom mesmo!

Já que não gosto de muito doce, pedi um meio amargo e fui ser feliz! Sentei numa mesinha, achando lindo aquele pratinho, com meu lindo bolo!

Dei a primeira mordida, e gente. É muito bom! É daqueles que parece que até dói de tão bom que é! Mas depois de um tempo, ele me cansou. Como já falei, não sou muito fã do doce demais, e depois de um tempo é exatamente o que ele fica. Não me entenda mal, é claro que o meu prato terminou assim:

Porque é bom, é muito bom! Mas aí vai a minha crítica: não é um bolo! É merengue e mousse de chocolate, o que é lindo, mas não é um bolo! Agora, se quiserem provar o melhor bolo de chocolate do mundo, passem lá em casa quando minha mãe fizer nega maluca!

UPDATE! Minha mãe está dando a receita da nega maluca no blog dela! Veja aqui!

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RUN!

Corra! Essa é a palavra da vez!

Por que? Porque está começando minha última semana de Gepetto! Então CORRA!

Pra você que está sempre falando que quer ir comer lá pra me ver, corra!

Estarei lá até domingo! Sim, só! Vai, de uma vez!

Tá sem carro? Ache um jeito!

Tá de salto? Corra com cuidado!

Tá pelado? Bom… Vista-se e venha!

Mas venha! Venha lambendo os beiços que eu garanto! É muito bom!

É muito bom e vai continuar sendo, mesmo depois que eu sair! Mas sabe… Gosto quando as pessoas vão me visitar! Então, acho que entenderam e eu não preciso repetir!

(CORRA!)

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Domingo na Gepetto

Domingo na Gepetto é dia de comida espanhola! E vou falar, tem a melhor paella da cidade! E não é só porque sou eu que faço ela, desde o comecinho. Tá bom, to mentindo. Eu só ajudo a finalizar. Mas eu mando muito amor e chamo ela de linda o tempo todo, e é por isso que ela fica tão gostosa! Ou é isso que eu escolho acreditar.

Bom, mas vamos ao que interessa,a sobremesa! Essa é a linda mesa de docinhos espanhóis:

Vamos começar pelas torrijas! São uma espécie de rabanada, que vão com uma cobertura de doce de leite e pimenta biquinho!

Tem também Torta de Santiago. E como faz sucesso! É com um recheio de amêndoas e faz uma casquinha por cima… É uma delícia! Sem falar que vai assim, decoradinha:

E que tal esses mini churros? São mega sequinhos e crocantes, e vão num copinho com doce de leite ou brigadeiro. Esse definitivamente é o meu preferido!

E, como sempre, fica o convite pra vocês irem me visitar! Minha xará Marina foi almoçar lá essa semana, me deu tchauzinho na janela e tudo. Minha família bate cartão lá todo final de semana! Espero ver vocês também!

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Um pedido público de desculpas

Muitas vezes pedir desculpa pode ser a coisa mais difícil. Admitir estar errado, pedir perdão. Mas depois de algum tempo, quando você repara que errou, é necessário.

Então aqui estou pra dizer que errei. Que julguei mal, falei sem ter todos os fatos, me entreguei a preconceitos. Mas agora, depois da segurança e conforto que você me passou, eu tenho que dizer: Crocs, eu te amo!

Essa aí em cima é tal da Crocs Bistrô, a amada da vez. Mesmo sempre tendo falado mal de você e até pertencer a um grupo no Facebook chamado “Não importa o quanto a Crocs é confortável, você ainda parece um idiota”, mas não me importo mais com isso! Só de eu não quase escorregar na cozinha e meu pé só doer nas últimas duas horas, já me apaixonei!

Mas juro, só uso ela no trabalho, tá? Vocês jamais vão me ver com ela na rua. É claro que não estou contando com a vez que eu fui na padaria com uma... Isso foi um acidente!

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