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os desastres na cozinha

WorstCookDisaster

As coisas nem sempre dão certo na cozinha.

Isso é direto pra você. Você que tentou um bolo um dia e ele queimou. Ou não cresceu. Ou não assou completamente. Ou caiu no chão. Seja lá o que foi, deixou você se sentindo como se a cozinha não fosse seu lugar. Mas te garanto, não é o caso.

Juro que isso acontece com todo mundo. Coloquei um desses desastres no Facebook esses dias. Fiquei um pouco surpresa que muitos ficaram chocados que as coisas nem sempre saem da minha cozinha perfeitas, mas também fiquei bem feliz que isso deu esperança pra aquelas que tinham a impressão que nunca iam acertar um bolo!

Vamos à Saga do Quindim:

Trabalhei num restaurante em que eu tinha que fazer muitos e eu digo MUITOS quindins por semana. Peguei a receita do restaurante e fui fazendo modificações, até que cheguei no meu quindim perfeito! Tudo meticulosamente anotadinho no meu caderninho. Fazia com uma mão nas costas e um olho em bolos assando e saiam sempre lindos. Corta pra anos depois que eu resolvo fazer um vídeo ensinando. Tudo filmado e ensinado, vamos desenformar. E esse é o resultado.

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Se você assistir o vídeo até o final, vai ver a minha cara de decepção. Afinal, COMO?! Eu sei fazer isso! Eu fazia sempre! Então vamos ao próximo passo de erros monumentais na cozinha: descobrir onde você errou. No meu caso eu sabia. Tinha colocado confiança demais no meu forno caseiro, que não deu conta do recado como o lindo e poderoso forno do restaurante. E agora o segredo, faça de novo e LOGO! E foi o que eu fiz!

Ajustei o tempo no forno e pronto! Esse foi o resultado!

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Oooohh yeahh!! Ficou a cara da vitória!

Se quiser aprender a fazer, veja no vídeo passo a passo!

As vezes a culpa é a pressa, ou a falta de atenção ou um puro caso de “hoje não é o meu dia”. Não desanime. Tente de novo! Não deixe a receita ganhar! Aposto que no final ainda vai ser sua melhor sobremesa!

Tem alguma história de desastre na cozinha? Conta pra mim!

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washi tape + DIY da depressão

Tenho uma confissão: tenho um novo vício. Ele é japonês. Ele é uma gracinha. Ele é uma fita colorida. Ou melhor, várias! O que eu não consigo mais parar de usar é uma coisinha chamada washi tape, ou melhor, conhecida como a ‘fita crepe coloridinha que deixa qualquer coisa mais bonita’!

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Olha aí minha mini coleção deixando minha prateleira mais bonita! Não vou falar que tá deixando ela mais colorida, porque vamos admitir, ela não precisa de nenhuma ajuda nesse quesito!

Essas fitinhas chegaram aqui em casa porque meu pai, sabendo que minha mãe é uma arteira de primeira, trouxe pra ela. Ela não entendeu muito a moral das fitinhas e deixou pra lá. Vitória pra mim, é claro! Eu entendi e muito a moral da história!

Comecei humilde. Precisava de um modo de diferenciar meu Kindle do Kindle do meu irmão, que na época eram gêmeos idênticos. E assim parar aquele mini ataque de pânico toda vez que abria o errado, de achar que não lembrava mais nada do que tinha lido. Pesadelo, I know.

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Colei um pouco as fitinhas, que a esta altura já estão sofridas e abatidas. Mas ainda fazem o trabalho delas!

Daí comecei a me inspirar nas fitinhas maravilha! E lá foram elas, ajudando um simples e chato porta retrato de madeira a ter mais personalidade!

washi5Elas também começaram a aparecer no meu caderno/diário (não me julguem.), ajudando a deixar anotações de viagem e pedaços da vida mais coloridos e interessantes!

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Lindo como elas trazem beleza pra qualquer coisa né! É como se elas melhorassem o seu dia! Como se fizessem você esquecer que você saiu do carro e esqueceu que seu celular estava no seu colo e ele… (gulp!)fez um mergulho em direção ao asfalto, em direção à morte. Sim, porque isto aconteceu.

washi3Sim, aquele Grand Canion aconteceu. Sim, aquilo corta o dedo. Sim, eu quase morri de tristeza. Tá, quem sabe o último não. Até o momento que eu descobri que custava quase um novo pra repor! Daí minha alma de DIY disse “não! Seja forte! DIY!”. Ei, quando sua alma fala com você, você escuta, ok? Então lá fui eu, me armei da minha washi mais amada, aquela que é de tecidinho, de florzinha e fui tentar melhorar a situação!

DSC_0217E tá-dá! Nada de cortar o dedo mais! Nada da minha alma morrer aos poucos toda vez que eu via o buraco! Agora restou apenas um leve lixar de unhar quando eu passo o dedo sobre a tela. Mas, ei! Deu uma melhorada, né?

Pra quem se empolgou com as washis, começa aquela velha história. É caro. No Brasil, é claro! Mas assim, nada que você precise fazer empréstimo ou vender um rim, naquele nível que nos EUA custa 1 dólar e aqui custa no mínimo 15 reais. Sim, isso mesmo! Você encontra em lojas de scrapbook. Mas se você for comprar fora, se joga! No Etsy sempre tem lindos!

Se quiser mais ideias de DIY, entre aqui pra ver como fazer marmitinhas de brownie e aqui como fiz cartões de visita handmade!

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10, 9, 8…

10. Isso, dez. É só isso que falta para acabar meu curso de pastry. 10 aulas. Como? Alguém me diz como passaram 90 aulas? Como já faz 6 meses que estou aqui? Como eu já estou trabalhando? Por que eu sou incapaz de achar um par de meias e estou sempre com elas desparceiradas?

Bom, acho que a resposta pra todas sou eu que tenho. E a da última vai ser pra sempre um mistério… Mas eu sei, e muito bem onde foram parar 90 aulas. Aqui, na minha cabeça. É impressionante parar para pensar como antes disso tudo eu sabia pouco sobre essa tal de cozinha que eu tanto amo! Que eu sempre soube comer, isso não havia dúvidas! Mas uau, como eu aprendi.

Por exemplo, passei de achar que strudel era uma sobremesa gostosa que minha vó fazia, para saber esticar uma massa sobre uma mesa inteira!

E a fazer perfeitos croissants, é claro!

Se tem uma coisa que faz as pessoas me olharem com uma cara estranha, é quando eu conto que não sou fã de pão. Desculpa, não gosto. Sanduíches? Não vejo graça nenhuma. Fazer o que, gosto é gosto e esse é o meu. Mas quando eu ia imaginar que eu ia amar fazer os tão desgostados pães? E ainda levar jeito pra coisa! Foram muitas e muitas baguetes, rolos e todo outro tipo de pão que você pode imaginar!

O mais legal é ver o próprio avanço! Por exemplo, o primeiro bolo que fizemos… que desastre. O maior desafio da vida era segurar aquele bolo de 5 kgs e cobrir com buttercream. O pulso doía, o bolo quase caia e o buttercream ia parar em todo lugar menos no bolo…

Algumas semanas depois deste primeiro bolo, estava na hora da prova prática! E olhe só a diferença! Ângulos retos, topo liso, decoração perfeita e é claro, aquela camada generosa de buttercream que esses americanos tanto gostam. Como diria minha chef, esse bolo merece 100! E foi o que ganhou!

É, o tempo passa, mas com ele vem muita coisa! E cada vez mais eu gosto, cada vez mais fico feliz com a minha escolha!

Logo, logo mostro os últimos passos das minhas aulas! Os últimos 10 passos…

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Roupinha

Bom, muitas profissões tem uniformes, e confesso que sempre achei o de chef de cozinha uma graça. Via Top Chef e achava super legal eles usando o dolmã, o nome oficial daquele jalequinho de chef. Sempre achei legal aqueles que customizavam e tinham a suas em preto ou rosa.

Mas a realidade não é tão glamurosa. Quando entrei na Gepetto, ganhei um “jalequinho”. Se você não me conhece, te conto que sou aproximadamente da altura de uma criança de 12 anos. Então digo que o jaleco é um pouco grande para mim… Junte isso com calça branca, Crocs preta e touqinha e o resultado é esse: (não riam)

Tá, pode rir. Eu dou muita risada do resultado diariamente! Mas tudo bem, essa semana chega meu super jalequinho do meu tamanho! Será lindo!

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Let’s go nuts for doughnuts!

donuts

Finalmente participei do meu primeiro desafio da The Daring Kitchen! E a receita era de Doughnuts (ou Donuts, eles não se decidem…)! Pra mim tinha dois desafios escondidos. O primeiro, e mais tenso, a massa precisa crescer, não uma, mas duas vezes! A última receita que precisava esperar a massa crescer… bom, digamos que foi um fiasco! O segundo era ser fritura. Não só uma fritura normal, mas deep fried, aquela que você joga a garrafa inteira de óleo na panela! E numa casa onde nada é frito. Por isso, muito espertamente, aproveitei novamente o fato de minha mãe estar viajando, senão isso nunca seria permitido!

Comecei a massa e usei o fermento que minha vó indicou. E gente, que beleza! A massa que começou assim:

começo

Ficou assim! … Tá bom, esqueci de tirar foto! Mas foi de pura emoção!! Olhe novamente na imagem de cima, e imagine toda aquela área verde ocupada pela mais linda massa do mundo! Isso, usem suas imaginações e perdoem o fato de não ter foto.

Estiquei a massa e cortei os círculos. A receita diz pra usar cortador de biscoito grande para fazer isso. Eu não tinha, então usei uma xícara. Jeitinho brasileiro na cozinha.

cortados

Depois de feito isso, precisa cortar os buraquinhos do meio que são a característica principal do donut. Sabe como americano é. Lá eles tem um cortador só para isso. Aqui, eu usei um bico de confeitar grande.

quem não tem cão…

O resultado foi ótimo. Depois foi só colocar em formas e deixar a massa crescer pela segunda vez.

furadinhos

Vocês repararam no par de mãos extra me ajudando? E que tem um outro alguém tirando a foto? É porque este dia não foi um de culinária solitária, meus amigos Neto e Ciça vieram me ajudar! Agora eu confesso… Eu chamei o Neto pra ele fritar os donuts pra mim…

fritador

Sabe, não sou muito fã de cheiro de fritura. E ele trabalhou direitinho! Os que ele fritou ficaram melhores do que os que eu tentei. Já a Ciça, bom… Ela veio pra comer.

cada um na sua função

Tá, brincadeira! Ela ajudou também. Ela passava o açúcar no recém fritinhos. Fizemos três “tipos” de donuts. O normal…

olhe que lindos!

Os donuts holes, que são os buraquinhos que você corta. Na minha opinião, o melhor! Pequeno e gostoso!

donut holes

E os que era pra ser recheados que, coitados, ficaram parecendo acarajés. Não se pode acertar tudo…

donuts-acarajé

Foi super divertido e ainda mais delicioso! Comemos tudo que pudemos aguentar, mas mesmo assim cada um deles foi pra casa com uma “marmitinha” de donuts!

marmita

Se você também quiser testar isso em casa, tem a receita aqui.

Obrigada ao mesmo ajudantes!

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Rock Candy

Algum tempo atrás resolvi fazer Rock Candy. Por alguns motivos: Eles são bonitinhos, minha mãe adora, porque são praticamente um projeto de ciências e… já falei que são bonitinhos?

rock candy

Eles são muito comuns nos EUA, e creio que sejam os culpados por muitas crianças hiperativas por causa de açúcar. Afinal ele é apenas açúcar, porém bonitinho. E a parte de ele ser um projeto de ciência não é brincadeira, é de verdade. Afinal, você pode ver com crescem cristais de açúcar.

Para começar, você vai precisar disso:

ingredientes

Açúcar cristal e água. Na verdade só isso é necessário, os outros corante e essência é só se você quiser dar uma enfeitada neles! Comece fervendo a água e adicionando o açúcar. E  eu digo muito açúcar!

açúcar

Now, make it rain, baby!

mais açúcar

Sempre ficando atento com a temperatura, para que não chegue no famoso ponto de bala e vire, bom, bala! Foi uma ótima desculpa para usar meu termometro.

medindo

Enquanto isso, fiz os palitinhos. Do tamanho certo para os potinhos e com um grampo para equilibrar em cima. É bom passar no açúcar antes e então colocar nos potes.

açucarando

Os potes são cobertos por plásticos filme para que nada entre e então colocados em algum lugar que possam ficar pelo menos uma semana sem que ninguém toque, para poder criar cristais em paz.

Agora vamos fazer uma pausa. Tudo bem com vocês? Viajaram no feriado? Praia, aposto. Viram a final do US Open ontem? Viram por que realmente gostam do esporte ou pra ver o Nadal?

E aí? Já esqueceram do Rock Candy? Bom, eu esqueci. Por um mês. Mentira. Quase dois. Quando me dizem um lugar que ninguém vai encontrar, eu levo a sério! E coloco num lugar que nem minha memória chega. Mas então encontrei eles… e bem! Não era bem isso que eu esperava. Pelo jeito usar palitinho de plástico não foi a melhor ideia. O cristal não “pegou” nele. Mas pegou em todo o resto!

fundo

No fundo, no topo…

cristais

E pra ser honesta, eu até consegui em Rock Candy. Olha só:

baby rock candy

Foto grande pra vocês conseguirem ver. E como nada se desperdiça, os cristais agora estão guardados num potinho e são usados no chá de mamãe.

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O porém de ser ecológico…

Minha mãe já virou adepta de sacolas ecológicas faz tempo, e quando eu comecei a ir cada vez mais ao super mercado para comprar ovos, farinha, açucar e afins, ela rapidamente garantiu que eu tivesse uma sacola ecológica para chamar de minha.

Agora, devo confessar que não sou a pessoa menos esquecida do mundo. E este é o problema destas sacolas: você tem que lembrar de levar sempre com você! E como eu geralmente reparo que não estou com ela na hora de levar o produto embora, é isso que acontece:

ups…

Acontece que eu lembro de comprar manteiga antes de ir pra casa, e esqueço. E então acho elas. Na minha bolsa. Horas depois. Moles. Quase vazando. Oh, joy.

Pelo menos o planeta está a salvo.

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