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esse é o canal!

Bom, gente. Já falei muito por aqui da minha falta de vergonha na cara. Mas hoje, no YouTube mais próximo de você, chega o cúmulo disso: o primeiro vídeo do Canal do Confissões de uma Doceira Amadora!

Então, sem mais delongas, deem o play e conheçam a minha cara! Ou riam dela. Eu deixo. Eu certamente ri bastante da coitada…

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Ei, boatos que toda propaganda é boa propaganda!

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por | 11 de setembro de 2013 · 9:16

livros com açúcar

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Outro dia estava arrumando meu quarto e… Tá. Vou parar aqui porque consigo ver minha mãe lendo isso lá da sala e gritando “MENTIRA!!!”. Não, eu não estava arrumando meu quarto. Isso acontece só quando o cometa Halley passa. Reformulando. Outro dia eu estava no meu quarto e comecei a reparar quantos livros de receita eu tenho.

Em português, inglês, francês, italiano, novos, velhos, clássicos. O sabor que você quiser, tem. Mas me toquei que muitos deles nunca tinha parado pra realmente ver todas as receitas, quem dirá testar elas! Então resolvi mergulhar neles e compartilhar também!

Começando essa semana, vamos ter sempre uma resenha de um livro de receitas e uma receita tirada desse livro! Três vivas pra motivos para fazer testes! Vai ser uma série de posts como o Cinema com Açúcar, que junta filmes e receitas!

Mas enquanto isso, mantendo o tema de aproveitar livros, vou fazer propaganda da minha mami. Minha mãe é o máximo, e esse é o básico que você precisa saber dela. Ela, além de ter o blog ArteAmiga super atualizado e ainda melhor escrito, faz parte de uma iniciativa brilhante: a Freguesia do Livro.

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A Freguesia pega aqueles livros que estão parados na sua prateleira e dá um novo destino, uma nova casa, um novo leitor.

Vai, você está em casa? Olhe em volta. Aposto que tem vários livros a sua volta que você leu faz tempo e realisticamente nunca mais vai voltar a ler. A Freguesia pega esses pobres livros-transformados-em-decoração e monta pontos de leitura nos lugares mais inusitados. É um jeito maravilhoso de incentivar a leitura!

Entre no Blog e veja como colaborar!

Enquanto isso, conte aqui! Você tem um livro de receitas preferido?

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por | 9 de setembro de 2013 · 12:38

mexendo em time que está ganhando

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Muito tempo atrás usei, quer dizer, chamei minha priminha americana pra fazer snickerdoodles. Esses biscoitinhos são uns clássicos nos EUA, são uma delícia e pronunciar o nome SEMPRE me faz rir. Vai, fale snickerdoodles em voz alta. Vai dizer, deu uma risadinha, no mínimo um sorrisinho né? Não?

Eu me preocuparia se eu sou a única a ter essa reação, mas estou muito ocupada em falar snickerdoodles em voz alta e dando risada sozinha.

Voltando! Minha priminha americana está de novo no Brasil, então resolvi fazer de novo. Mentira. Ela pediu tantas vezes que eu não tinha mais coragem de dizer não. Mas já que era pra fazer o biscoitinho mais simples do mundo, resolvi dar uma mudadinha na receita e ver no que dava! Então começando com a receita normal.

Ingredientes:

240g de manteiga

350g açúcar

2 ovos

2 gemas

650g farinha de trigo

1 colher de chá de fermento

1 colher de chá de sal

Bom, se você for do tipo tradicional, use essa receita, faça biscoitos clássicos como os lá de cima e seja feliz! Agora se for rebelde, fora da casinha ou simplesmente estiver um pouco entediado, venha comigo nessa viagem de transgressão e mude a receita! O fim da história será o mesmo, você terá cookies quentinhos e se isso não te faz feliz tá na hora de um pouco de terapia.

O que eu mudei na receita foi algo totalmente pequeno, mas que faz toda a diferença! Em vez de usar aquela manteiga lindamente amarela,  recém saída da geladeira em temperatura ambiente, resolvi usar brown butter. Que seria o que, manteiga escurecida? As vezes a língua portuguesa deixa um pouco a desejar… Comece colocando sua manteiga numa frigideira, se for a primeira vez, uma de fundo claro é ainda melhor. Imagem

Vai deixar a manteiga derreter, sempre mexendo com o fuet. Ela começa a fazer espuma, a fazer bolhas, a te odiar por levar ao limiar do queimado, mas não se deixe abalar. Continue um pouco mais e ela começa a escurecer e exalar um aroma parecido com nozes. Quando chegar lá, coloque rápido em outro recipiente. Eu repito, rápido. Vire pra ver o que te mandaram no whatsapp e ela vai queimar. Tenho dito.

Eu geralmente gosto de por passo a passo como acontece. Mas neste dia em particular dei a câmera na mão da minha prima, e este é o resultado:

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Bom, na segunda foto vocês podem ter uma ideia da cor que você deve esperar. Vamos apreciar os ângulos inovadores e shame on me por não checar se tinham saído boas.

Depois disso é só esperar a manteiga esfriar e fazer um procedimento normal de cookies. Açúcar mais manteiga, ovos e depois os secos. Adoraria por fotos , mas pelas da manteiga vocês podem imaginar como saíram as outras. Mas eu estava com as mãos ocupadas com a coisa mais deliciosa que tinha na minha cozinha.

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Vamos parar um segundo e bater palmas pra todas as mães que cozinham com filhos nos braços todos os dias! Essas bochechas mais apertáveis do mundo pertencem a minha afilhada, que obviamente acha o que a dinda está fazendo muito interessante! E eu posso ou não ter viciado ela em cookies logo em seguida. Mas ninguém tem provas então é como se não tivesse acontecido!

Voltando aos snickerdoodles! De preferência com o uso de ambas as mãos, enrole em bolinhas e passe em açúcar e canela.

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Depois disso forno médio baixo até eles ficarem dourados.

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Eu recomendo pegar um belo copo de leite pra acompanhar seus biscoitos saídos do forno.

Não falei que o final dessa história era feliz?

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Arquivado em aventuras culinárias, doce vida, NYC, passo a passo, receita

voltas e mais voltas

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Parece que faz um ano que eu escrevi no blog falando que eu era como o menino que gritava ‘lobo’ de tanto que grito ‘voltei’, né? Mas aí que você se engana. Fazem só 11 meses. Super diferente. E como vergonha foi sempre algo que faltou na minha cara, cá estou eu de novo pra gritar VOLTEI!

Muita coisa aconteceu na minha vida desde que o hiato do blog começou. Mudei de país, fui morar na Itália. Girei por lá e aprendi muito por lá. Conheci a Espanha e fui me apaixonar por Paris. Acabei na Grécia, onde até fugi um pouco da praia pra aprender um pouco dos doces gregos.

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(resumo da vida, cortesia do Instagram)

Mas depois da volta ao mundo é hora da volta pra casa! E desta vez é pra ficar! Então se preparem pra muita novidade, dicas de viagens, livros, receitas, nome para seus filhos… Tá, quem sabe não tanto. Mas muita coisa gostosa vai vir por aí!

PS: Um obrigada especial pra quem mandou mensagens, falou pessoalmente, comentou no blog, Facebook, Instagram e até mandou pombo correio pedindo pro blog voltar! Vocês são extra lindos!

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Arquivado em aventuras culinárias, comendo por aí, doce vida, Paris, Roma, Viagem com Açúcar

tudo se transforma

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Uma das leis de ouro de uma cozinha é que nada se joga fora. Os recortes de carne viram picadinho, os ossos se transforma caldo, as cascas das frutas dão um ótimo suco, e assim por diante… Um dos meus chefs nos EUA já tinha sido mandado embora de uma cozinha porque não raspou direito o bowl de muffins que estava fazendo e foi lavar ainda tendo massa para uns três. Sim, parece bem excessivo e não colabora nem um pouco para a fama dos chefs que eles não batem muito bem… Mas acontece! Então é bom sempre procurar coisas para aproveitar o que seriam os restos na cozinha.

Lembram quando estava ensinando a fazer os croissants que eu falei pra não jogar os retalhos da massa fora? Agora vem o por que! E possivelmente a receita mais fácil do mundo!

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Tá, não se deixe enganar. Para chegar na receita mais fácil do mundo você tem que fazer uma das mais complicadinhas que é a massa do croissant. Claro que você pode roubar e comprar massa folhada pronta e fazer desse jeito. Mas talvez daí eu perca o respeito por você. Mas só talvez. Moving on… Pegue seus retalhos da massa que eu sei que você fez com as próprias mãos. Corte em pedacinhos. São retalhos então nem se empenhe em tentar deixar eles de tamanhos perfeitos, eles não precisam nem merecem.

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Agora que você tem os pedacinhos, coloque numa tigela quantidades iguais de açúcar refinado e açúcar mascavo e cubra as bolinhas com isso. Quanto açúcar vai precisar vai depender muito da quantidade de bolinhas que você tinha, então aplique a técnica milenar do “olhômetro”. Tendo passado elas nos açúcares, coloque em forminhas de cupcakes e forno médio por uns 20 minutos.

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E isso, minha gente, é a magia de um Monkey Bread de Croissant!

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dominando o francês

A culinária francesa é uma maravilha, né? Comidas feitas com técnica e atenção, ingredientes escolhidos a dedo e um nome complicado para acompanhar! Mas tudo isso pode acabar sendo intimidante na hora que a gente quer reproduzir em casa. Todo mundo conhece aquela sensação de olhar aquela maravilha em forma de comida na sua frente, mesmo que seja na tela do computador, e se perguntar – Como é que eu vou fazer um ‘blé blé blé du mon amour’ se eu não consigo nem pronunciar o nome?!

Mas não se preocupe! Hoje vamos ver como muitas vezes é muito mais fácil do que parece, e que quem sabe, falando com biquinho a gente engane no portucês ( sim, eu inventei essa palavra. É amigo do portunhol.) Vamos começar com a Tarte Tatin! Um verdadeiro clássico do mundo da pâtisserie francesa, reconhecida pelas suas maçãs douradas pelo caramelo, sempre arrumadas maravilhosamente. Primeiro segredo, se ela tivesse surgido no Brasil, se chamaria de torta de maçã invertida. Vamos combinar que Tarte Tatin tem muito mais charme, né?

Ingredientes:

Massa – Pâte Sucrée

180 g de farinha de trigo

1 gema

2 colheres de sopa de açúcar

200 g de manteiga sem sal, gelada e cortada em pedacinhos

2 colheres de sopa de água gelada

Bata a farinha e a manteiga gelada na batedeira até a manteiga estar em pedaços menores que uma ervilha. Pode demorar um pouco, mas paciência! E é importante que a manteiga esteja gelada, vc não quer que eles incorporem, só que a farinha cubra me todos os pedacinhos de manteiga! Quando achar que já chegou ao tamanho de ervilhas, coloque todos os líquidos e açúcar e bata até que tudo seja bem incorporado. Faça um disco com a massa, cubra com filme plástico e deixe na geladeira por pelo menos 2 horas. Ou faça a massa no dia antes.

Mas vamos falar a verdade, quem se programa com tanta antecedência assim? Se você, como eu que quando decide que quer fazer alguma, tem que ser na mesma hora, já tiver acordado da sonequinha que teve que tirar pra esperar a massa descansar, é hora de partir pras maçãs!

Ingredientes:

8 maçãs

200g açúcar

100g manteiga em temperatura ambiente, em cubos

1 colher de chá de suco de limão

Água

Comece descascando, cortando ao meio e tirando as sementes. Fatie todas as metades, mas deixe elas “montadas”! Assim:

Isso vai ser importante mais tarde. Mas indo em frente… Pegue sua forma, que precisa ser uma forma de torta. Nada de fundos que saem ou formas de vidro! Coloque nela o açúcar, o suco de limão e água o suficiente para “molhar” tudo. Coloque diretamente em cima da chama do fogão. Sim. Isso mesmo. Mas pegue uma toalha, please. Metal conduz calor, juro.

Resista à tentação de misturar muito e espere. De tempos em tempo se uma sacudidela na forma, e aguarde que vale a pena… Você está esperando por uma linda cor âmbar, ou um pouco mais escuro. Eu gosto do meu caramelo mais pro escuro, dá um sabor mais rico, mais denso. Quando chegar lá, desligue o fogo, jogue a manteiga e misture até tudo incorporado.

Agora é hora de acrescentar as macãs! Coloque elas com a parte reta para cima. Sim, parece estranho mas no final tudo fará sentido. Tenha fé. Lembre de quem elas ainda tem que estar montadinhas e de preferência metades inteiras. Claro que para preencher a forma inteira pode ser que você tenha que separar algumas, mas vale!

Cubra com alumínio e coloque em forno médio. “Mas Marina, você esqueceu da massa!”. Não, pequeno padawan. Tenha paciência.

O tempo de forno é um pouco subjetivo, porque depende da maçã, do forno, da economia… Tá, pode ser que a economia não tenha nada a ver com o assunto! Mas do mesmo jeito é sempre bom ficar do olho. Nas suas maçãs também. Então de tempos e tempos de uma checada com um garfo. Você quer que elas estejam quase moles, mas ainda não completamente. Quando chegar lá, abra sua massa bem fina, corte um círculo do tamanho da forma e coloque por cima das maçãs. Ta-dá! De volta pro forno. Como as maçãs estavam quase lá, é só prestar atenção na massa! Quando ela estiver dourada, é chegada a hora! Tire do forno, e vire num prato. Faça isso logo depois que tirar do forno, para que o caramelo não tenha tempo se solidificar na forma e não na suas lindas maçãs! E lá está ela:

Clássica, deliciosa e fácil de fazer. Oui, mon amour! 


Ah, e seguindo o tema do francês, ontem fiz o primeiro ovo pochet da minha vida! Pode não ser doce, mas gostei tanto que talvez até ensine por aqui!

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a menina que gritava ‘voltei’!

Lembra daquela história do menino que gritava lobo? Chega um ponto que ninguém acredita mais nele e, em boa forma “conto-de-fadística”, é claro que naquele momento ele encontra um lobo de verdade. Então ele grita “LOBO! LOBO! Loobgjjuh….”, se é que vocês me entendem.

Bom, estou sentindo que já falei “voltei” tantas vezes nesse blog que é capaz de ninguém acreditar quando eu começar a gritar “BOLO! BOLO! BOLO!”! Tá, mentira. Na hora que envolve bolo acho que todo mundo resolve dar o benefício da dúvida…

Mas tá na hora de gritar de novo: VOLTEI! De New York, depois de ter passado o ano mais incrível da minha vida. E mais uma vez, VOLTEI: pro blog! Sério, juro. Desde que cheguei minha família vem colocando meu curso à prova, realizando todos os sonhos gastronômicos que eles possam ter!

Então vem acontecendo coisas por aqui como uma tal torta de chocolate sem farinha que chegou a ser feita três vezes na mesma semana.

Uma sessão francesa, com uma tarte tatin clássica e croissants, que foram cronometrados perfeitamente pra ficarem prontos na hora da chegada da família em casa.

O começo de um estudo de como fazer um simples Cinnamon Roll se transformar numa coisa totalmente diferente!

Muitos desses vão aparecer aqui de novo em breve, mas daí com a receita e como fazer! Sou assim boazinha. Tá, nem tanto. Tem uma dessas receitas entrando para o Hall das Receitas secretas, fazendo companhia para o brownie.

Mas enquanto isso vai a pergunta que faço pra minha família toda semana: o que vocês querem que eu faça?

Você tem algum pedido? Sempre quis fazer “X” e nunca soube como? Deixa que eu “Xiso” pra você e te ensino! Adoro sugestões!

Agora, não pense que é tudo que eu faço é ficar na cozinha. Dá pra fazer um bom tanto disso também:

Ahh, é bom estar em casa!

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