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tudo se transforma

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Uma das leis de ouro de uma cozinha é que nada se joga fora. Os recortes de carne viram picadinho, os ossos se transforma caldo, as cascas das frutas dão um ótimo suco, e assim por diante… Um dos meus chefs nos EUA já tinha sido mandado embora de uma cozinha porque não raspou direito o bowl de muffins que estava fazendo e foi lavar ainda tendo massa para uns três. Sim, parece bem excessivo e não colabora nem um pouco para a fama dos chefs que eles não batem muito bem… Mas acontece! Então é bom sempre procurar coisas para aproveitar o que seriam os restos na cozinha.

Lembram quando estava ensinando a fazer os croissants que eu falei pra não jogar os retalhos da massa fora? Agora vem o por que! E possivelmente a receita mais fácil do mundo!

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Tá, não se deixe enganar. Para chegar na receita mais fácil do mundo você tem que fazer uma das mais complicadinhas que é a massa do croissant. Claro que você pode roubar e comprar massa folhada pronta e fazer desse jeito. Mas talvez daí eu perca o respeito por você. Mas só talvez. Moving on… Pegue seus retalhos da massa que eu sei que você fez com as próprias mãos. Corte em pedacinhos. São retalhos então nem se empenhe em tentar deixar eles de tamanhos perfeitos, eles não precisam nem merecem.

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Agora que você tem os pedacinhos, coloque numa tigela quantidades iguais de açúcar refinado e açúcar mascavo e cubra as bolinhas com isso. Quanto açúcar vai precisar vai depender muito da quantidade de bolinhas que você tinha, então aplique a técnica milenar do “olhômetro”. Tendo passado elas nos açúcares, coloque em forminhas de cupcakes e forno médio por uns 20 minutos.

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E isso, minha gente, é a magia de um Monkey Bread de Croissant!

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Cinema com Açúcar – 500 dias com ela + Croissants (parte 2)

Este post começou aqui, antes de ver este, passe lá!

Eu sei, eu sei! Demorou muito pra vir a outra parte deste post. Mas não entrem em pânico, não estou entrando em período sabático de novo. Foi só um tempo que eu estava precisando pra preparar algumas novidades muito legais que vão sair do forno muito em breve! Então, se você mora em Curitiba, sorte sua! Se não, eu seriamente pensaria em me mudar pra cá. Tá, ou só vir visitar. Nem todo mundo é drástico como eu…

Mas voltando da tangente, aí vamos aprender a formar nossos lindos croissants!

No post passado, aprendemos a fazer a massa folhada que é a base do croissant. O produto final foi este:

Agora, depois de um período de descanso na geladeira, é hora de abrir esta belezura! Isso vai ajudar a endurecer a manteiga e a não te enlouquecer, sendo que se você tentasse com ela macia ia ser um tal de derretimento para todo os lados.

Abra ela até bem fina, com uma largura de mais ou menos 30 cm, e o comprimento que a massa aceitar. Não precisa dar asas ao seu TOC e pegar a régua, vai numa estimativa mesmo.

Eu sei que não é a coisa mais fácil do mundo, mas tente ao máximo deixar num formato de retângulo. Essa massa é um pouco temperamental e não aceita ser remendada. Chatinha, eu sei. Mas gostosa desse jeito ela pode ser o que quiser.

Depois de aberta, apare os lados pra fazer o retângulo mais perfeito que você conseguir. Não jogue os restinhos fora! Sério, se você jogar fora você vai se arrepender. Eles podem ser aproveitados pra uma delícia que ainda vai aparecer por aqui. Fica a dica.

Lembra quando eu falei que não precisava pegar a régua? Tá, eu menti. Pode ir buscar, eu espero.

Agora que você tem todo o equipamento necessário, comece pela parte de baixo da massa. Faça marquinhas com uma faca a cada 10 cm. Depois, passe para a parte de cima, faça a primeira marcação 5 cm do começo da marca. A partir dessa primeira marca, faça marquinhas a cada 10 cm de novo.

Pegue uma faca bem afiada ou um cortador de pizza e corte de marca a marca. O resultado final vai ser algo assim:

Agora que você tem seus lindos triângulos, é a hora da mágica! Pegue um deles, e faça um corte na sua base. Abra um pouco, e comece a enrolar. Aí vai uma ajudinha visual do que eu estou falando.

Agora vem uma parte mais complicadinha. Coloque as pontas dos dedos nas partes já enroladas. Com um movimento só, vá enrolando o croissant inteiro até as palmas da mão. Isso vai garantir que ele fique apertado.

Gente, já temos croissants! Olha a carinha dele, que lindo! Tá, ele ainda tá mirradinho né? Não se preocupe, esta é a hora de crescer! Coloque todos em uma forma com papel manteiga e deixe para crescer por mais ou menos uma hora.

Quando eles tiverem crescidos, pincele um ovo batido por cima deles. Isso vai ajudar eles a ficarem com um bronzeado de dar inveja!

Agora é só colocar em forno pré aquecido a 200 graus, por aproximadamente 20, ou até eles ficarem bem dourados. Enquanto isso se prepare, pegue uma manteiga e uma faca, porque nada ganha de croissant saindo do forno com uma manteiguinha derretendo em cima…

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Cinema com Açúcar – Grey’s Anatomy + NY Cheesecake

Meu amor por Grey’s Anatomy começou anos atrás. Aliás, sete temporadas atrás. Ainda lembro quando começou a passar na Sony, eu via as propagandas e nem prestava atenção. Mas então começou a repassar a primeira temporada e eu me apaixonei! Vi aquela série que tratava de dramas de médicos dentro de um hospital e entrou rapidinho na minha lista de preferidas! Me apaixonei por quanto a Meridith era neurótica, como a Cristina era desalmada e irônica, pela inocência do George, pelo clássico McDreamy… Desde lá, muitos dos meus preferidos morreram, foram embora, mudaram… O que só deixa a série melhor, e inesperada!

Se tem uma coisa que os escritores de Grey’s sabem fazer muito bem são os últimos episódios! Confesso, e não riam de mim, que já chorei muito nos finais de temporada… Mas o final da sexta, foi magistral! O tiroteio no hospital foi o episódio mais tenso que eu já vi na série inteira!

Mas isso apenas estava mostrando o que ia ser a sétima temporada. Ela foi concentrada em mostrar o longo processo de cura que os médicos tiveram que passar. Amei ela inteira, mas separei 3 episódios que, pra mim, foram os melhores!

Episódio 06 – These Arms of Mine

Esse episódio é como se fosse um documentário sobre o hospital Seattle Grace depois do tirotei, e eu adorei porque é totalmente outro jeito de ver um drama de hospital! Como se eles pegassem os médicos em momentos mais “despreparados” e com outra visão dos relacionamentos. Sem falar que tem um transplante de braços! Sim! Um cara que perdeu os braços num acidente vai ganhar braços! De outra pessoa! Isso é demais!

Episódio 11 – Disarm

Neste você vê o Grey’s Anatomy clássico! É um episódio super dramático, pois acontece um tiroteio numa universidade perto do hospital e eles, ainda tentando se recuperar daquele que sofreram, tem que ajudar os outros. Mas ao mesmo tempo consegue encontrar espaço para o drama dos personagens, que se junta com a situação. Pode ser que eu tenha chorado. Ou chorado muito. Você nunca saberá. (Tá, eu chorei.)

Episódio 18 – Song Beneath the Song

Essa é a mistura de Glee com E.R. que você sempre quis, mas nunca soube dessa vontade! Eles descobriram e atenderam! Gente, é demais! Todos os atores cantam músicas, e não só músicas quaisquer: algumas delas como Breathe e Chasing Cars que foram de outras temporadas e então quando aparecem… Uau! É claro que em alguns momentos dá uma baita de uma vergonha alheia, porque alguns dos atores obviamente não são cantores! Mas mesmo assim é divertido, e aqueles que realmente cantam, como a Torres e o Hunt, compensam muito bem!

É claro que o final dessa temporada, como todas as outras, é demais! E deixa você um pouco desesperado porque vai ter que esperar meses para a continuação! Mas não desesperem! Falta pouco tempo para a oitava temporada, que será lançada nos EUA no dia 22/09, começar na Sony Entretainement Television! A sétima está passando atualmente nas segundas feiras, as 22h! Então se você ainda não viu, tem um tempinho pra correr atrás do prejuízo!

Agora vamos à receita! Um cheesecake, que mesmo sendo da cidade de onde a série acontece, vai acompanhado de uma calda vermelha. Bem vermelha. E por que não vermelho… sangue?

 NY Cheesecake

Começamos pela casquinha! Você vai precisar de:

230g de bolacha Maria

110g de manteiga derretida

1/2 xícara de açúcar

Comece batendo bem as bolachas no liquidificador, até elas ficarem um pó bem fino.

Parece fácil falando assim, mas me deu um trabalhão. Eu e meu liquidificador estamos em crise. É um assunto delicado, prefiro não comentar… Mas continuando! Junte a manteiga e o açúcar até ficar uniforme e coloque com as mãos numa forma de fundo removível untada. Assim, você deveria fazer uma coisa uniforme e certinha, eu não me dei ao trabalho, aparentemente. Isso porque na hora achei lindo, agora vendo a foto… not so much.

Acontece! Enquanto você faz a massa, coloque a forma com a casquinha no freezer para assentar. E vire-se para trás e contemple a maravilha que mora nesse momento no balcão da sua cozinha: SETE unidades de Philadelphia! Ai, que lindo! Juro que me emociono! Bom, antes de começarmos a massa, vamos ter uma conversinha. Sim, Philadelphia é caro. Sim, existem outros creamcheeses que você pode usar. Mas não, o resultado não será o mesmo. Triste, porém verdade.

Ingredientes:

1,1kg de creamcheese Philadelphia (você leu certo, é mais de um kilo!)

1 3/4 xícara de açúcar

3 colheres de sopa de farinha de trigo

2 colheres de chá de raspas de limão

5 ovos grande

2 gemas

1/2 colher de chá de essência de baunilha

Bata o creamcheese, a farinha, o limão, a baunilha e o açúcar, até estarem bem incorporados. Depois adicione os ovos e as gemas, um a um, em velocidade baixa. Depois de bater cada um, pare a batedeira e raspe os lados. Vocês bem sabem que eu sempre ignoro esses passos de coisas que pra mim parecem dispensáveis, assim como peneirar a farinha ou raspar os lados do bowl. Mas nesse caso, acredite! Ou você faz isso ou vai acabar com faixas de creamcheese não misturadas depois!

É só derramar essa linda piscina branca na casquinha e mandar para um forno pré aquecido a 300 graus. Deixe assar por uns 15 minutos nesta temperatura, ou até ele estar bem estufado. Fique de olho pois neste ponto ele pode queimar rapidinho. Depois deste tempo, abaixe o forno para 100 graus e deixe assar por mais ou menos uma hora. Ele vai estar bem firme nas beiradas, mas ainda um pouco mole no centro. Depois de tirar, deixe esfriar bem e então coloque na geladeira por no mínimo 6 horas antes de servir.

Enquanto ele assa você pode aproveitar para fazer a calda de morango. Esta não podia ser mais fácil! Pique umas três xícaras de morango, adicione 3/4 de xícara de açúcar e um pouco de suco de limão. Coloque numa panela em fogo baixo até chegar no ponto que você quiser.

Infelizmente, como não esperei esfriar totalmente antes de colocar na geladeira (amadora), o meu rachou. Na verdade ele implodiu. Mas falar que rachou parece menos dramático.

Mas não foi um problema! Ele ficou na textura perfeita e, seguindo a tradição dos cheesecakes de NY, na altura perfeita! Ele não é doce demais, e quando você combina com o azedinho da calda de morango… Fica irresistível!

Meu conselho é fazer um desse, pegar a sétima temporada de Grey’s Anatomy e passar um final de semana muito feliz!

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Monkey Bread, combatendo o frio!

Como já falei algumas vezes, moro em Curitiba. E se tem uma coisa que essa cidade sabe ser é fria. E cinzenta. E chuvosa. E é exatamente isso que ela vem sendo nos últimos dias. Aquele tempinho que faz você não querer sair de baixo das cobertas por nada, a não ser, quem sabe, uma comida bem quentinha! Então esses dias, lutei com a preguiça, e fui testar uma receita que queria faz tempo.

O Monkey Bread veio aparecendo em muitos dos blogs de culinária que eu sigo, e chegou um momento que eu não pude mais resistir! Tem receitas de todos os jeitos, doce, salgada, com temperos diferentes e até massas prontas. Como essa última não estava a minha disposição, resolvi fazer do jeito old school e fazer a massa mesmo. A receita veio lá da Smitten Kitchen, que eu adoro.

Monkey Bread

Para a massa:

4 colheres de sopa de manteiga derretida

1 xícara de leite morno

1/3 xícara água morna

1/4 xícara açúcar

2 1/4 colheres de chá de fermento Fleischmann

3 1/4 xícaras farinha de trigo

2 colheres de chá de sal

Comece esquentando o leite, para colocar o fermento. Eu sempre achei super difícil de mexer com esse fermento, porque nunca acerto a temperatura que ele “gosta” mais. Mas dessa vez deu super certo, e isso porque descobri que a temperatura perfeita é em torno de 34 graus Celsius! É só chegar nessa temperatura e ta-dá! Fermento feliz! Se você não tem termomêtro, é uma temperatura “quentinha”, que você consegue colocar na mão e sentir ela morninha.

A continuação vai depender se você tem ou não uma batedeira com gancho para massas pesadas. Eu ainda não tinha usado meu gancho desde que ganhei a minha batedeira planetária dos meus avós, então estava animada pra testar! Se você não tiver uma, não se preocupe! Vai no muque mesmo!

Na batedeira, coloque os ingredientes secos. O resto, junte numa jarrinha. Ligue em velocidade baixa e vá colocando os líquidos aos poucos. Quando tudo for incorporado, aumente para velocidade média e deixe alguns minutos até a massa estar bem incorporada, mas ainda um pouco melequenta.

Agora, se você não tem a tal da batedeira! Junte os secos numa tigela grande, e faça um buraco no meio. Jogue os líquidos no buraco, mexendo com uma colher de pau até que tudo seja incorporado e esteja difícil de mexer com a colher.

A massa, nesses dois momentos, deve ser virada numa superfície com farinha e então sovar até que ela fique bem brilhante e elástica. Se você estiver fazendo na mão, vai demorar mais um pouco. Mais você chega lá!

Deixa a massa em formato de bola e coloque num bowl untado. É hora de deixar a massa crescer! Para isso, assim como o fermento, ela precisa de um calorzinho. Se você mora na Bahia e afins, é só cobrir com um pano de prato e esperar a maravilha do clima fazer o seu trabalho. Agora, se você mora aqui na terrinha chuvosa, ou algo do gênero, vai ter que improvisar! Enquanto estiver fazendo a massa, deixe o forno ligado na temperatura baixa. Quando ela ficar pronta, coloque no bowl, cubra com o pano de prato e desligue a chama, e coloque no forno!

Agora isso vai demorar no mínimo uma hora. A massa precisa dobrar de tamanho. Você pode tirar uma soneca. Ler um livro. Tomar um banho. Aprender a dançar lambada. Ou valsa, caso goste mais. Eu fui buscar remédio pra minha cachorrinha no veterinário. É… Super emocionante.

Se você tiver tempo de sobra, soque a massa e coloque de volta no forno pra crescer mais uma vez. Se você não tiver tempo (ou paciência) assim está ótimo! Coloque a massa numa superfície com farinha e abra ela até ficar retinha. Nem se dê o trabalho de pegar o rolo de macarrão, ela abre fácil. Corte ela em quadradinhos pequenos, aproximadamente 64. Ou assim diz a maioria das receitas. Eu cortei em menores. Sou assim, rebelde.

Uma dica: Separe imediatamente os quadradinhos! A massa não parou de crescer e se você não fizer isso logo, logo vai ter uma massa inteira novamente. Pegue cada pedaço e enrole numa bolinha.

Agora para a cobertura da massa, você vai precisar de 100gs de manteiga derretida e de 300g de açúcar mascavo com um pouco de canela. Aí vai depender do quanto você gosta de canela! Siga seu coraçãozinho. Pegue cada bolinha, passe na manteiga derretida e então no açúcar.

Faça isso e vá colocando os já enrolados numa forma de pudim bem untada com manteiga. Sim, mais manteiga. Não se preocupe em cobrir buracos, e sim de colocar a quantidade igual em todos os lados.

Depois disso, coloque de volta no forno quentinho. (Ou na janela, se você morar no Ceará.) Agora mais uma horinha. Sim, vá fazer o que quiser. Ver uma série. Mais uma sonequinha. Compras. Eu fui correr. Sim, novamente, emocionante. Mas então você volta e a emoção realmente acontece! Nessa uma hora que você deixou a massa, olha só o que ela fez!

Ai, que lindo! Viu porque não precisa se preocupar com os buraquinhos?  A própria massa faz isso! Bom, agora é a hora de pré aquecer o forno de verdade, em forno médio baixo. Quando quente, coloque a forma no forno e deixe uns 35 minutos. E quando sai… my, oh my!

Olha só isso! O açúcar carameliza por fora e cria uma casquinha que uau! Fica demais! E agora uma explicação do nome! O jeito que você come, acaba lembrando macaquinhos comendo, sendo que acredite, você não vai conseguir ir longe o suficiente para pegar um prato!

Um lanche perfeito pra uma tarde fria! Se você tem uma receita que gosta pra essa época do ano, por que não deixa uma sugestão que eu tento por aqui?

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The Cake – O Senhor Bolo

Quem lê meu blog faz algum tempo, sabe que eu sou uma apaixonada por Nutella. Já mostrei o paraíso na terra, também chamado de Nutelleria, e sempre incentivo colocar Nutella em todas as receitas! Mas que tal uma receita inspirada, guiada e banhada por essa maravilha do chocolate? Foi o que fiz essa semana, e o resultado… Ah! O resultado! Vamos simplesmente chamá-lo de The Cake, ou em versão aportuguesada, O Senhor Bolo!

Começamos, é claro, pelo bolo! Eu queria um que não fosse tão doce, pra acompanhar a Nutella, mas que fosse bem rico e denso. Fui à caça de uma receita, ou seja, comecei a entrar em blogs. Infelizmente nada era exatamente o que eu queria, então resolvi criar! Vamos lá!

Bolo de Chocolate

350g farinha de trigo peneirada

5 colheres de sopa de cacau em pó

3 colheres de chá de fermento

200g de açúcar de confeiteiro

100g de açúcar refinado

4 ovos

300ml óleo de canola

300ml de leite desnatado

Comece peneirando tudo que for seco. Farinha, açúcares… Se você estiver se perguntando por que dois tipos diferentes, não tenho uma explicação muito boa. Queria usar só o de confeiteiro, mas só tinha 200g… Então, quem não tem cão (tem preguiça de sair pra comprar), caça com gato (e usa o que tem em casa!). Junte também o fermento e o cacau em pó. Gente, sério. Eu disse cacau em pó. Nada de Nescau e seus parceiros por aqui, tá? Trust me. Em outro recipiente, junte o leite e o óleo.

Junte os secos com os ovos e bata bem. Depois, vá acrescentando aos poucos o leite e o óleo. Bata só até incorporar tudo. Divida a massa em duas formas de 23 cm. Formas untadas, tá? Eu usei minha linda Pam de manteiga!

Então, forno médio por 25-35 minutos, até ele estar bem firme. Vão sair dois lindos bolos assim:

Agora um exercício para sua paciência: antes do próximo passo, espere esfriar completamente. Sim, totalmente. Eu sei, eu sei… Ali está o bolo, lindo e cheiroso. Mas espere, ele ainda não está no ponto!  Enquanto isso vá fazer o crocante de nozes!

Nozes Crocantes

100g de nozes picadas

3 colheres de açúcar

1/4 colher de sopa de manteiga

Pra saber como fazer, passe nesse post em que eu já ensinei!

Depois disso, abra uma potinho de Nutella e mande 3/4 com as nozes.

À esta altura, o bolo já esfriou! Estão começamos acertando ele, ou seja, cortando a “barriga” fora, uma lipo imediata.

Eles já acertados, coloque o primeiro no prato, coloque a Nutella com o crocante em cima. Espalhe, mas não chegue muito perto das bordas, senão quando você colocar a parte de cima, ele vai “babar” para os lados.

Hum, assim ele já seria bom! Mas ainda não tem Nutella o suficiente pra mim! Então que tal um Ganache de Nutella?

Ganache de Nutella

500g de Nutella

250g de creme de leite (do tipo “gordo”, por favor)

Sim, parece bastante, e é mesmo. Mas eu avisei que teria muita Nutella. No dia em que eu fiz, Curitiba estava, pra variar, muito fria. Então, para facilitar a minha vida, tive que colocar as Nutellas num banho maria. Confesso que gosto de pensar que elas aproveitam isso, como se estivessem numa mini-jacuzzi.

Ela parece feliz, né? Nutella feliz = bolo bom, já dizia o velho ditado. O que? Ninguém nunca falou isso? Bom, começaremos agora!

Bata a Nutella e o creme de leite até bem incorporado. Nessa hora é importante usar o creme de leite gordo, porque se você usar aqueles de caixinha, que já tem tão pouca gordura que parecem leite, é capaz de não conseguir a consistência ideal. E olha que linda a consistência ideal é:

Yum! Chegou a hora de cobrir o bolo com essa delícia! Comece colocando um pouco mais da metade em cima. E agora você tem uma decisão para tomar. Você pode escolher cobrir esse bolo de maneira uniforme e retilínea, ou de maneira bagunçada e rústica. Acho que não preciso nem dizer qual eu escolhi, né? Mas se você gosta de coisas perfeitamente alinhadas, fique a vontade!

Comecei pelos lados, e por fim cobri o topo! As camadas foram bem generosas! Se você não quiser tanta cobertura pode fazer meia receita, creio que seria suficiente. É claro que você também pode fazer a receita inteira e comer o que sobrar de colherada. Ninguém vai ver, vai fundo!

E é isso, olha só que belezura!

Lindo, né? Mas deixando ele um pouco de lado, que tal a boleira? Então, eu que fiz! Sim, eu fiz! E você também pode fazer em casa! Fiz um post convidado lá no ArteAmiga, ensinado como se faz! Vai lá ver! E agora, vamos dar uma olhada por dentro desse paraíso dos chocólatras!

Oh, boy! O bolo fica úmido e rico, enquanto o resto, bom, vocês lembram que tem Nutella!? Fica demais! É realmente um Senhor Bolo! Eu recomendo muito para todos os amantes dessa maravilha!

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Blueberry Crumb Cake

Semana passada falei sobre a minha tia, a Chris, também conhecida por mim como Tiatici. E agora tá na hora de falar sobre outra, a Mari. Ela não é tia de sangue, casou com meu tio e pronto! Ganhei uma tia! Mas isso foi antes de eu nascer, então diria que tia minha sempre foi, e madrinha também. Só não digo que quase o mesmo tempo porque meus pais esperaram um tempo incomum pra me batizar. Sério. Eu tinha idade suficiente para estar olhando com grande desaprovação para o tal do padre.

A tangente foi longe e longa, mas acontece. Comentei com a Mari que não conseguia encontrar blueberry em lugar nenhum de Curitiba. Nesse momento, vários leitores estão pensando: mas tem na loja “X”, no supermercado “Y”! E minha resposta é: Tem pra você! Pra mim, não. Eu escuto uma dessas dicas, saio correndo e batata! Acabou, nunca teve, “o que é blueberry?” e coisas do tipo. Mas minha tia solucionou meu problema e comprou essas duas lindas caixinhas pra mim! E eu aproveitei pra por em prática uma receitinha da Pioneer Woman, que eu estava querendo faz tempo demais!

Blueberry Crumb Cake

70g de manteiga

3/4 xícara de açúcar

1 ovo

1 colher de chá de extrato de baunilha

2 xícaras de farinha de trigo

3 colheres de chá de fermento

3/4 xícara de leite

2 xícaras de blueberrys

Vamos começar, então, juntando o açúcar, o ovo, a manteiga e bata bem. Isso se você tiver paciência. Eu estava em um dia um pouco rebelde e já juntei quase tudo junto. Farinha, açúcar, fermento, manteiga, leite, ovo… Todo mundo feliz e misturado, sendo batido junto! Ah, os pequenos momentos de rebeldia…

Claro que toda rebelião tem seu preço, e minha manteiga não foi perfeitamente incorporada. Eu sei, que feio. Não que isso tenha tido qualquer tipo de efeito no produto final, mas é sempre bom comentar. Vai que você resolve fazer essa receita, decide seguir meus passos sombrios e entra em pânico porque a manteiga não está incorporada? Eu não conseguiria viver com essa culpa.

Moving on… Depois disso a massa está pronta! É só misturar delicadamente as blueberries, até que elas sejam incorporadas pela massa. Vamos parar um minuto e nos deleitar com a beleza dessas frutinhas azuis que quando estouram soltam esse lindo tom de roxo? Vamos.               Ah, as pequenas coisa lindas da vida!

Massa pronta, passamos para o crumb, mais popularmente conhecido como farofa!

75g de manteiga

1/2 xícara de açúcar

1/2 xícara de farinha de trigo

1/2 colher de chá de canela

pt de sal

Misture tudo, quebrando a manteiga com um garfo até que fique farofenta. (Essa palavra não existe, mas passa a mensagem, portanto é válida.)

Feito isso, é só untar uma forma. Eu tive q brilhante oportunidade de usar a Pam de manteiga! Tem alguma coisa nessa ideia de manteiga derretida em spray que me faz feliz!

Com a forma já untada é só por a massa e por cima a farofinha.

E então forno! Por uns 30 min, ou até ficar dourado! E como fica dourado! E cheiroso! E roxinho! E lindo! Acho que estou amando…E como fica lindo por dentro também, todo tingido pelas blueberrys!

Ah, minhas tias são demais!

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