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voltas e mais voltas

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Parece que faz um ano que eu escrevi no blog falando que eu era como o menino que gritava ‘lobo’ de tanto que grito ‘voltei’, né? Mas aí que você se engana. Fazem só 11 meses. Super diferente. E como vergonha foi sempre algo que faltou na minha cara, cá estou eu de novo pra gritar VOLTEI!

Muita coisa aconteceu na minha vida desde que o hiato do blog começou. Mudei de país, fui morar na Itália. Girei por lá e aprendi muito por lá. Conheci a Espanha e fui me apaixonar por Paris. Acabei na Grécia, onde até fugi um pouco da praia pra aprender um pouco dos doces gregos.

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(resumo da vida, cortesia do Instagram)

Mas depois da volta ao mundo é hora da volta pra casa! E desta vez é pra ficar! Então se preparem pra muita novidade, dicas de viagens, livros, receitas, nome para seus filhos… Tá, quem sabe não tanto. Mas muita coisa gostosa vai vir por aí!

PS: Um obrigada especial pra quem mandou mensagens, falou pessoalmente, comentou no blog, Facebook, Instagram e até mandou pombo correio pedindo pro blog voltar! Vocês são extra lindos!

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Arquivado em aventuras culinárias, comendo por aí, doce vida, Paris, Roma, Viagem com Açúcar

Pizza Greco-Romana!

Posso estar na Grécia, mas a língua oficial da casa é italiano. Isso porque 80% das pessoas vem direto da Itália. E é claro que isso tem vantagens! Como por exemplo meu Tio Fabrizio, que me traz um pouquinho de Roma e vem dar uma de pizzaiolo pra mim!

Infelizmente não vai ser dessa vez que eu vou conseguir ensinar vocês como se faz, porque não estava presente nas duas primeiras partes da receita. Estava na praia pegando sol. Perdão. Mas sabe como é, estando na Grécia é praticamente minha missão! E quando cheguei em casa, ele já tinha feito a massa e deixado crescer três vezes. Sim, três! O que resulta numa massa linda, super aerada.

E então começa a maravilha de aprender a fazer pizza com um romano, e não um romano qualquer, mas um famoso contador de histórias! Por exemplo, ele me explicou que a massa é temperada com um pouco de menta e de manjericão. Por que? Porque a menta refresca e o manjericão “acaricia” a pizza. Olha que poesia, que paixão! Não é por nada que essa pizza fica uma delícia.

Está na hora de começar a amassar a pizza. Se você estiver acima do Equador como nós, esta parte deve ser feita em sentido anti-horário. Se você estiver no Brasil ou em qualquer outro lugar abaixo do Equador, em sentido horário. Essa não vou conseguir explicar, mas se o segredo de uma pizza tão boa for esse, tá valendo!

Depois de bem amassada, está na hora de “fechar o coração da pizza”. No Brasil a gente chama isso de bolear a massa. Estão vendo a diferença? Cade a poesia, cade a paixão?!

Agora chega a hora mais legal! De preparar os diferentes sabores da pizza. Começamos separando pedaços da massa e abrindo. Agora o abrir tem toda uma história, pois a massa vai lhe dizer em que ritmo que ser aberta, e você não pode forçar! Usando apenas a parte gordinha dos dedos, você vai abrindo delicadamente, sempre respeitando a massa. E só no final se usa o rolo de macarrão.

Uma pizza, dizem os italianos, é uma refeição completa quando feita da maneira certa. Quando se acerta a combinação perfeita de massa/molho de tomate/ queijo, você tem uma refeição balanceada de proteínas e carboidratos. Viu, comendo pizza sem culpa! E essa perfeição é atingida na pizza rossa, que é massa fina, molho de tomate e alguns punhados de mussarela. Essa beleza aí embaixo!

Foram horas e horas comendo pizza, e infelizmente a bateria da máquina acabou sem que eu pudesse registrar todas. Mas deu tempo de eu tirar foto de uma bem romana, pizza de presunto cru e figos. Sim, figos! Eu não curto essa tal dessa fruta, mas é uma favorita da família! E olha que linda!

Ainda por cima tinha esses acompanhamentos:

Melão com presunto cru. Mas gente, olha esse melão! Por favor! Sério, faz os que nós comemos no Brasil parecerem desculpas pálidas de fruta.


E também a bresaola, um tipo de presunto, com uma salada de rúcula, parmesão óleo de oliva e limão. Sim, a gente se cuida.

Foi uma noite de romana na Grécia, e foi uma delícia! Graças ao meu tio Fabrizio, que como falei, é um contador magnífico de histórias, e, é claro, de piadas! Ele tem um site que mostra todos os trabalhos dele aqui, e vale muito a pena ver!

Estamos já nos últimos dois dias de Leros, o que significa que a maioria dos posts sobre a viagem serão feitos do Brasil mesmo. Mas a boa notícia é que mudamos alguns voos e vamos passar o último dia em Roma! Então terão posts de lá, também!

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Arquivado em aulas na cozinha, aventuras culinárias, doce vida, Viagem com Açúcar

Roma, doce Roma

Hoje, quem vai escrever vai ser minha mãe, a Jô. Ela também tem um blog, o Arte Amiga. Ela tem porque me copiou. Sim, essa é a mais pura verdade. Feio, eu sei. Mas eu amo ela mesmo assim. E devo admitir que o blog dela… bom, pode ser que seja mais legal que o meu. Mas, vou deixar vocês serem os juízes. Já falei que vocês estão lindos hoje? Mais magros e interessantes? Bom, só comentando! Mas voltando ao assunto, minha mãe foi viajar por Roma, pra visitar meu irmão que está morando por lá. Eu sei, pobrezinho. Mas agora ela vai contar um pouco das doçuras de Roma!

“Estive em Roma e como mãe de uma doceira, prestei muita atenção aos doces romanos. Na verdade, nem precisa prestar muita atenção, pois a gente tropeça em confeitarias e sorveterias a cada 5 passos. Tudo é apetitoso e delicioso, mas eu tenho a sorte de enjoar fácil de doces, por isso preferi fotografar.

O povo italiano é movido a café. O capuccino é o preferido e qualquer hora é hora. Foi lá que nasceu o café espresso ristreto, fortíssimo. Nas cafeterias que estão a cada esquina, tem uma quantidade industrial de docinhos e cornetos, que estão ali para acompanhar o café. Ou seja, italiano passa o dia tomando café e comendo doce. No intervalo, uma pizza, é claro.

Confeitaria básica no meio do caminho. Irmão da Marina tomando um capuccino.

A confeitaria que achei mais formidável foi a Cristalli di Zucchero. E nessa viagem descobri que tem uma filial bem pertinho de um ponto turístico que muita gente adora visitar, apesar de eu não ver a menor graça nele: a Boca della Veritá. A história é que o povo vai lá para colocar a mão dentro da boca – se falar a verdade, nada acontece, mas se estiver mentindo, a boca decepa a sua mão. Programão, não?

Cristalli di Zucchero.

Sorvete é outra delícia essencialmente italiana. Os sabores são os mais variados, a textura perfeita e eles são totalmente contra usar aquela colher para fazer bolas de sorvete. O negócio é espalmar artesanalmente quantidades generosas sobre o corneto e ainda coroar com uma dose de panna (chantilly quase sem açúcar, só para calibrar calorias). E eles têm um sabor que adoro e que ainda não vi aqui no Brasil: o Fior di Latte.

Nutella é italiana, quem não sabe? Isso significa que crianças italianas têm a mesma relação com a Nutella que nós aqui temos com a margarina ou o requeijão cremoso: servem para passar no pão. Só isso para mim já era meio estranho, mas comemos um sanduiche de Nutella, com óleo de oliva e grãos de sal. Bizarro? Mas delicioso!

Sanduíche de Nutella, óleo de oliva e sal!

Quer ir visitar um amigo? Não apareça sem levar uma torta. A sorte é que em todo canto tem uma geladeira bem recheada como essa para você não aparecer de mãos abanando.

E resolvi testar e mostrar a receita do meu doce italiano preferido, sempre prontinho nas geladeiras das confeitarias, os Profiteroli al Cioccolato.

Se você, como eu, gosta de cozinhar mas acredita que dá para fazer isso de modo prático, compre profiteroles prontos em alguma confeitaria perto da sua casa. São também chamadas de Carolinas, devem ser pequenas e sem recheios. Para essa torta usei apenas 12, mas você vai definir a quantidade de acordo com a “pirâmide” que você quer fazer.

Ingredientes:

12 carolinas pequenas

Profiteroles comprados e vazios.

Cobertura de chocolate:

150 gr. de creme de mesa fresco

10 ml de leite

170 gr. chocolate meio amargo em pedaços

Coloque o creme de leite e o leite em uma panela. Quando estiver perto de começar a ferver, adicione o chocolate, desligue o fogo e mexa até dissolver os pedaços do chocolate e formar uma calda lisa e homogênea. Coloque na geladeira para atingir o ponto ideal. Enquanto isso, bata o chantilly.

Chantilly para o recheio: bater 250 gr. de creme de mesa fresco com 1 colher  de sopa de açúcar e uma colher de chá de açúcar de baunilha. Se quiser um chantilly mais leve, adicione uma clara batida em neve.

Montando a delícia: Faça um furo pequeno com o cabo de uma colher na parte debaixo do profiterole, coloque o chantilly em um saco de confeiteiro.

Furo no fundinho.

Recheando com chantilly.

Recheie os profiteroles e depois mergulhe-os na calda de chocolate. Dá um banho de chocolate, pesca a delícia toda enchocolatada  e vai montando a pirâmide. Pronto e lindo!

Banho de chocolate! Também quero!

Dá nisso…

E se você quiser assistir uma italiana ensinando a fazer esse doce, fique à vontade. Ela é bem mais disposta do que eu, ensina até a fazer a massa dos profiteroles:

Marina, adorei estar aqui! Bjo da Mamma.”

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